Que seja doce...
domingo, 24 de outubro de 2010
Eu só peço para não perder a esperança, para não deixar de acreditar. E eu peço também para não me iludir tão fácil. Não, eu não posso mais me entregar tão fácil, eu preciso entender que existem pessoas especialmente canalhas no mundo, gente capaz de tudo e que não se importa com nada, muito menos comigo. Então, um último pedido de um coração cansado, por favor, não me leve para sua vida se eu não vou poder ficar, não me leve para a sua casa se eu vou ter que arrumar o lençol para você receber a próxima, não seja carinhosa comigo, se não consegue segurar essa máscara até o final. Me diga a verdade, me mostre quem é você.
Não que eu queira alguém perfeito, mas eu preciso saber se eu aguento o seu defeito. Então, sem truques, somos todos adultos, ou é hora de começarmos a ser. Se quer só se aproveitar de mim, me avisa, quem sabe eu não aceito? Mas me avisa, não seja covarde. Pague o preço, chegue cedo, não tenha medo, eu posso fazer valer a pena. Não precisa ser o dia inteiro, mas na maior parte do tempo, eu imploro, me faça feliz! Ou me informe com antecedência caso não tenha a intenção de fazer. É a minha vida, é o meu coração, eu tenho o direito de saber. Eu preciso contar uma nova história, eu preciso escrever outras palavras, eu preciso mais do que nunca de um final feliz sem fim.
sábado, 23 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Desculpa, eu sei que não faz sentido te escrever agora e já faz tempo desde que esse sentido sumiu. Por minha culpa. Mas é que hoje tem tanta gente aqui e ninguém me vê... Você me viu num momento desses e é do seu olhar que eu sinto falta. Do mundo parando só pra você ser minha.
domingo, 17 de outubro de 2010
Prefiro agora contar como consigo dançar sobre os escombros desse mundo caido. Onde nem os anjos conseguem me protejer de mim mesma. Sabe esse abismo todo que nos cerca cheio de criaturas horrendas e vis?... Sabe essas cicatrizes que ocupam a maior parte do meu corpo? elas não estão aí por acaso, ganhei quando desafiei e andei sobre a linha tenue entre a lucidez e a loucura, querendo me expor aos meus proprios limites consegui essas marcas honradas e legitimas, daqueles que não tem medo de brincar com o fogo de seus sentimentos. Mesmo que essa marca seja eterna, eu sei agora como lutar com os monstros lá fora e estou em vantagem, posto que eles não sabem quase nada sobre mim. Mulher, que para todos é sinomino de fraqueza, não tem medo de usar as armas que a vida lhe condecorou. E é disso que todos esquecem. Que quando uma mulher se torna forte, ela fica increvelmente forte. Estou aqui na beira do abismo, mesmo tendo uma acrofobia consideravel, contemplando o monstro que me contempla e quando ele pisca eu pulo e me jogo de cabeça nesse territorio que varias vezes antes escapei. Não sei se dessa vez serei vitoriosa, mas sei que derrubarei varios antes de cair.
sábado, 16 de outubro de 2010
-Porque você tem a culpa.
-Para de ficar esfregando a culpa na minha cara.
-Mas não foi não?
- E qual o tesão de ficar esfregando na minha cara? já não falei que me arrependi? eu tenho coragem de voltar atras e você? aaah, então pronto. Aquela desculpa de 'tarde demais', né? deixa a vida passar mesmo, vai que acontece alguma coisa comigo ou alguma coisa com você, minha conciencia ta limpa de que eu tentei de novo.
- Você me magoou demais.
- Eu quero fazer as coisas diferentes. Eu aprendi demais com esse tempo, com tudo que eu fiz. Eu acho que o maior erro da humanidade não é errar em si, mas é nao dar chance pra aqueles que erraram de voltar atras e tentar refazer as coisas. Porque quando a pessoa erra e vê as merdas que dão, ela se empenha mais em fazer o certo.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Mas não, nada adianta.
Não te cantar não significa não te escrever nas minhas entrelinhas, tapar os ouvidos não significa não te ecoar o tempo todo dentro de mim, no escuro do que é ser eu. Murros ao vento não impedem a dor, olhos fechados também conseguem chorar sua ausência. Jornal, Internet, televisão, fax, rádio, código Morse, sinal de fumaça... como se a nossa sintonia dependesse, mesmo, disso.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
Você pensa que é forte sendo moralista, respirando fundo, contando até mil, sumindo da festa, rezando, desviando sua atenção, mas ela está lá. Ela está em todos os lugares.
Ela está no vazio que deixou, na dúvida de como poderia ter sido, na esperança do próximo encontro, na consciência leve pela negação. Pecados existem, não os julgados por Deus, não as pecuinhas julgadas pelos humanos. Pecados existem dentro dos corações traidores. Mas se antes meu coração ardeu e se assustou de pecados, agora ele chora de saudade, de covardia e de aceitação. Ele está puro e nem por isso tranqüilo. Esse é o maior problema dos desejos, eles não aceitam não como resposta.
Você está aqui. Em cada linha que eu escrevo tentando ser boa redatora, em cada momento correto que eu me agarro para não deixar você errar, em cada provocação estratégica para você nunca desistir de insistir em errar. Você está aonde eu quero chegar, em tudo que eu quero negar, muito presente. Não quero uma só uma escapadinha, não quero uma vida ao seu lado. Não quero nunca mais te ver. Queria ter dez minutos com você, o bastante para não mudar minha vida em nada. Quero outra vida. Não estou nem aí pra você. Só penso em você. Você é minha amiga, você é uma conhecida, você foi a melhor noite da minha vida. Mais do que qualquer certeza, confusão é paixão. Quis demais que você fosse embora, quis demais que você ficasse pra sempre, quis não pensar, me agarrei numa lógica fria que berrou no meu ouvido que toda ação tem sua reação. Toda traidora tem seu dia de enganada. Toda vontade negada tem seu dia de câncer. Todo silêncio tem seu dia de grito desesperado. Entenda cada som, de cada letra, de cada palavra, de cada frase, de cada sentença, de cada idéia carregada de desejo, como um grito de cada parte do meu corpo que ficou lacônica quando sua presença física me abandonou.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Amamos porque não sabemos amar. Amar é acreditar. Acreditar que pode dar certo. Acreditar em um futuro juntos apesar de. Amar é não ter a mínima pista ou garantia de que pode mesmo dar certo. Amar é um álbum de figurinhas.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Estar sempre insatisfeito, na verdade, é o que faz a gente nunca desistir de seguir em frente e quem sabe um dia se encontrar nesse mundo.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
- Porque nos apaixonamos por uma pessoa mesmo sabendo que ela é errada?
- Essa eu sei a resposta. Porque você espera estar enganada, e sempre que ela faz uma coisa que mostra que ela não é boa, você ignora, e sempre que ela age bem e te surpreende, ela te reconquista. E aí você esquece a idéia de que ela não serve pra você.
domingo, 26 de setembro de 2010
“Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada. Daqui há pouco você vai crescer e achar tudo isso ridículo. Antes que tudo se perca, enquanto ainda posso dizer sim, por favor, chegue mais perto“
. Caio Fernando Abreu
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Eu chorei porque vez ou outra ela ainda bate na minha porta e eu a deixo entrar, e eu sei que isso é medo do tanto que você habita todos os lugares.
Eu chorei porque eu sempre canso de tudo e tudo sempre cansa de mim. Chorei de cansaço profundo de sempre cansar de tudo e tudo sempre cansar de mim. Chorei de apego ao cheiro do novo e principalmente de melancolia pelo cheiro do velho. E chorei porque tudo envelhece com novos cheiros e a vida nunca volta. Eu chorei de pavor da rotina, de pavor do fim, de pavor de sair da rotina e começar outros fins.
Eu chorei meu medo de submissão, o meu medo de vomitar, o meu medo de me mostrar pra você tanto, tanto, e não ter mais o que mostrar. Eu chorei minha infinidade de coisas e o medo de você não querer abrir os mais de um milhão de baús que existem escondidos na caixa cerrada que eu guardo embaixo do meu peito. Eu chorei meu fim e o medo do meu infinito.
E eu teria chorado cinco anos se você não me dissesse que já era hora de parar. E eu chorei depois cinco anos escondida, porque eu não sei a hora de parar e não quero que ninguém me diga.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010

Chegarei em casa cansada e, como fazem os imprudentes, por esquecimento, deixarei a porta aberta. Não tenho medo de ladrão. Tenho medo de que você não entre no segundo seguinte. Tenho medo que não tenha sido você a me seguir agora há pouco, no caminho, como medo tenho de que, com a porta aberta, sem você entrar, o telefone não toque depois da próxima respiração.
sábado, 11 de setembro de 2010
Se implorar resolvesse, não me importaria. De joelhos, no milho, em espinhos, agachada, com o cofrinho aparecendo. Uma loucura qualquer, se ajudasse, eu faria com o maior prazer. Do ridículo ao medo: pularia pelada de bungee jump. Chorar, se desse resultado, eu acabaria com a seca de qualquer Estado, de qualquer espírito.Mas amor não se pede, imagine só:
-Ei, sua tonta, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou aqui quase esmagada com sua presença?
Não, não dá pra dizer isso.
Ei, será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo de uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença?
Não, você não pode dizer isso.
Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença?
Definitivamente, não, melhor não. Amor não se pede, é uma pena.
É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira. É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um semblante altista de quem constrói sozinha sonhos. Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pra dita cuja e dizer:
-Ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema?
Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei.
Raiva dela ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você amava tanto. Raiva dela fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum momento, o gosto volta. Raiva dela ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar. Ela roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia. Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pra menina, porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem.
É triste gostar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz. Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto amargurado. É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer, implorar.
Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa? Ela sabe.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Eu tenho essa urgência de viver, essa pressa de qualquer coisa que ultrapasse a inércia. É isso que me faz jogar dados ao acaso e me atirar de carros em movimento, é por isso que ando longe de viadutos. Meu suicídio diário não é uma forma de morrer. É uma tentativa desesperada de encontrar essa vida, testar minha capacidade de quase ir e voltar, descobrir se eu mereço estar aqui e se existe mesmo um deus. Afinal, ele concorda ou não com a minha maneira de encarar as coisas? Por que não me castiga por ser tão estupidamente desapegada? É minha necessidade de viver que me mata.
Tenho a impressão de ter atingido o auge da minha maturidade, mas não tenho espaço físico ou moral pra existir nessa condição. Estou pronta pra largar tudo pra trás todos os dias, mas algo finca meus pés no chão sem eviso prévio. É preciso ser coerente pra ser aceito, mas como não me contradizer tentando achar um equilíbrio? Como não ser um pouco louca nesse mundo tão absurdo?
Não adianta me oferecer o discurso de faculdade-emprego-família como verdade absoluta. A gente não aprende a viver sentado numa carteira de colégio. Não é a fórmula de Pitágoras ou a definição de pronome oblíquo que vai fazer com que eu seja mais ou menos inteligente. Saber organizar informações burocráticas em série e ser programado roboticamente não faz de ninguém um ser humano repleto. Isso tudo só rende uma possível colocação relevante numa prova de vestibular, um êxtase momentâneo. A vida se aprende nas perdas. É perdendo a liberdade que a gente descobre que não se encaixa, é perdendo alguém que a gente descobre que não vale a pena lutar por futilidades, é perdendo o apoio que a gente descobre que o resto do mundo não para só porque nosso mundo parou. A gente vai aprendendo a viver assim, na marra, no grito, no sufoco, no impulso. Eu quis mudar o mundo, quis ser brilhante, quis ser reconhecida. Hoje eu quero bem pouco e prefiro me concentrar no agora do que planejar um futuro incerto. Eu me libertei da culpa e dei de cara com algo novo: não me encaixo, e aceito. Não é justo perder as asas no momento em que se descobre tê-las. É preciso poder voar, é preciso ter uma visão estratégica das janelas. Ver o sol e não poder tê-lo é absurdo.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Quando você estiver preparado para fazer uma coisa nova, de uma maneira nova, você fará, com pessoas novas. Há gente à espera da pessoa em que você está se transformando. Se você espera um amor, um emprego, um alguém distante, uma saudade, a eternidade. Ele ou ela, chega, acredite. Mas, você precisa ser forte até lá e estar preparado, pra perceber e para receber isto. Não adianta lamentar, lamentar não é progredir, não é fazer a lição de casa. E ela não se faz sozinha, acredite em mim. Uma vez eu li, em algum lugar, algo assim: "Quando o aluno está pronto, o mestre aparece". Na época, eu não entendia muito bem, hoje faz todo sentido. A pessoa certa, o emprego certo, a chance certa só está esperando você ficar pronto, para aparecer na sua vida. O que você precisa, mais do que o que você quer, vai chegar. Mas, você precisa aceitar isso: Não será do jeito que você quer. Será na medida que você agir, do jeito que você merecer. O amor chega, ele chega. Enquanto isso, não descanse de crescer, aprenda a ser sozinho, é o que acelera a sua vinda. Hoje eu sei. O amor chega pra aqueles que estão cansados, cheios de si mesmos e precisam, não por necessidade, mas por prazer, dar-se a alguém. Você NÃO PRECISA de ninguém, nem ninguém precisa de você. Mas, vocês vão se encontrar, justamente por não se precisarem. E vai ser gostoso estar junto, sem o peso da necessidade. Será leve, e bonito.
domingo, 5 de setembro de 2010
Pensamento vem de fora e pensa que vem de dentro, pensamento que expectora e que no meu peito penso. Pensamento a mil por hora, tormento a todo momento. Por que é que eu penso agora sem o meu consentimento? Se tudo que comemora tem o seu impedimento e tudo aquilo que chora, cresce com o seu fermento; pensamento, dê o fora, saia do meu pensamento. Pensamento, vá embora, desapareça no vento. E não jogarei sementes em cima do seu cimento.- Arnaldo Antunes.
O importante não é quantas pessoas telefonam pra você, nem com quem você saiu ou está saindo. Também não importa se você nunca namorou ou com quem namorou. O importante não é quem você conhece. O importante não são seus sapatos, nem seus cabelos, nem a cor da sua pele, nem onde você mora, que academia você freqüenta ou o colégio que freqüentou. Na verdade, o importante nunca foram suas notas, seu dinheiro, suas roupas ou se passou na faculdade. O que importa é que você goste do que faz e se valorize por isso. Ninguém paga suas contas além de você mesmo. Na vida, o importante não é ser aceito ou não pelos outros. O importante na vida é quem você ama e quem você fere. É como você se sente em relação a você mesmo. É poder confiar em alguém. É ter do lado amigos de verdade e substituir o ódio por amor. Se tiver inimigos, que isso seja uma escolha deles. O importante na vida é evitar a inveja, não querer o mal dos outros, superar sua própria ignorância e construir uma história bonita. Importante é o que você diz e o significado de suas palavras. É gostar das pessoas pelo que elas são e não pelo que têm. Isso é importante. Poucos ainda sorriem sinceramente e olham nos olhos. Sorria e seja verdadeiro assim mesmo, com você.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Não me caberá mais nenhum drama. Só terei esperanças e perspectivas.
Quando algo ensaiar doer, sentirei sono porque acordo cedo no dia seguinte.
Quando um amor ameaçar acabar, lavarei a louça enquanto espero a champagne gelar.
Sempre haverá essa espera por finais:
De semana, de campeonatos, de novelas.
Tudo será esperança de um final eterno desse drama.
(E seguiu comendo os louros que deveria apenas colher...)
quinta-feira, 2 de setembro de 2010

"Tá vendo aquela lua que brilha lá no céu?
Se você me pedir eu vou buscar só pra te dar.
Se bem que o brilho dela nem se compara ao seu.
Deixa eu te dar um beijo, vou mostrar o tempo que perdeu.
Que coisa louca, eu já sabia, enquanto eu me arrumava algo me dizia:
- Você vai encontrar alguém que vai mudar a sua vida inteira da noite pro dia."
terça-feira, 31 de agosto de 2010

Ela é uma moça de poses delicadas, sorrisos discretos e olhar misterioso. Ela tem cara de menina mimada, um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor, um jeito encantado de ser, um toque de intuição e um tom de doçura. Ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude, uma solidão de artista e um ar sensato de cientista. Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo. Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna.
domingo, 29 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Além dos meus espinhos eu tenho também muitas flores. E sim, eu posso ser amada. Porque não ter alguém agora, agarrado aos meus pés, não significa não ser um calo persistente até mesmo em solas curtidas e acostumadas com a corrida. Descubro coisas terríveis e maravilhosas a respeito do amor. As coisas são como são. E na hora certa.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
Me sinto o camelo do poema de Cecilia Meireles, mastigando sua imensa solidão.
C.f.a
sábado, 14 de agosto de 2010
Só me empreste seu rascunho, deixe que eu termino o desenho. Me empreste seu contorno, deixa que eu preencho, recheio, enfio coisas aí. Me empreste isso que é você e que vaga por aí. Eu dou nome e dor e limites e histórias. Eu dou tudo. Deixa. Por favor. Se vire. Se quiser ficar por aqui mais um tempo, se vire. Seja nada. Me deixa fazer. Me empresta sua altura para eu subir. Me empresta seu silêncio para eu morrer. Me empresta sua volta para eu viver. Me empresta sua boca para eu me beijar. Me empresta suas maos para eu me dar carinho. Me empresta sua gana para eu gritar.Me empresta seu sorriso para eu achar graça na vida. A sua língua para eu me engolir. A sua preguiça para eu cansar um pouco de mim, também preciso disso. E o quente do seu colo para eu dormir comigo. E o seu desejo para eu sentir que piso nesse mundo. Esteja aqui para que eu esteja. Por favor. Só isso. Tenha fome para que eu sobreviva. Pense em mim para que eu exista. Me leia para que eu seja.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Eu sou uma luzinha minúscula no meio da multidão, uma luzinha que pertence ao show mas não tem o que celebrar. Eu sou um pontinho enorme de tristeza e desespero no meio das pessoas enlouquecidas cantando “I can’t live, with or without you”. Eu sou uma pequena voz em meio a tantas pessoas que sofrem. Eu sei, são tantos e maiores os sofrimentos, e eu tenho que ter força, para que pelo menos, ainda que pequena e com vontade de queimar, eu continue ao menos acendendo o meu fogo e fazendo parte da expectativa.Eu sou um fio de esperança, um fio de alegria, um fio de amor. Eu sou todos os fios que deitaram acalmados pelas suas mãos naquele dia da despedida, se você soubesse que sempre foi só daquele carinho que eu tanto precisava, ele não precisaria ter sido o último.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
É como tomar água morna depois de ter engolido um filtro inteiro de água geladinha. Ninguém nem pensa nisso. Muito amor. De um jeito que era mesmo o que eu achava que existia. E é orgânico dentro da gente ainda que vendo de fora não pareça caber. O corpo dá um jeito. Minha casca reclama mas incha. Tudo faz drama dentro de mim, ainda que nada seja realmente de surpresa. Sentir isso era o casaco de frio que sempre carreguei na bolsa. Cansado, abandonado, amassado, sujo, velho. Mas, de repente, tudo isso desistente tem serventia e a vida te abraça. Sentir isso são os trocos que você guarda pra emergência. Amar grande é gastar reservas e ainda assim ter coragem pra dar o que não se tem. Amar grande é ter vertigem no chão mas sentir um chamado pra voar. Amar grande é essa fome enjoada ou esse enjôo faminto. É o soco do bem na barriga. É mostrar os dentes pra se defender mas acaba em sorriso. É o sal que carrego no fundo falso da bolsa pra quando eu não aguentar a vida. É o açúcar que carrego junto. É tudo que pode sair do controle. É meu corpo caindo pra me dizer que pode dar certo. É o desespero aconchegante.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
O amor é uma doença. Eu sinto náuseas, febres, dores musculares. Eu acordo assustada no meio da noite. Eu choro à toa. E quando você não está por perto, eu caio. Se eu tentar fugir, escorrego no perfume da minha nova vida. A nova vida que não sei viver. A nova vida que quero viver ao seu lado. Ao lado da menina-mulher que eu odeio porque nunca gostei tanto. Agora eu estou aqui, inconformada com o seu passado, querendo matar suas lembranças. Com ciumes do seu silêncio porque ele está com você há mais tempo do que eu e eu tenho medo do quanto ele te consome, com ciumes do seu sono porque ele te leva do meu foco.
Com raiva da sua importância porque ela me congela, com raiva do tempo que não dura para sempre quando você me olha. Agora eu estou aqui, de quatro, de lingua no chão, virando a cara, dando o peito à soco, tudo isso porque não sei lidar com o mundo girando na minha barriga, a tontura do amor, o enjôo do vício em você, a dor do músculo quando me separo.
Toda essa vontade de superar você logo é só medo de não conseguir te deixar ir nunca.
sábado, 7 de agosto de 2010
Ana Carolina
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
.
- Porque você está usando o verbo no presente? Você ainda me ama?
- Não, eu falei no passado!
- Curioso né? É a mesma conjugação.
- Que língua doida! Quer dizer que NÓS estamos condenados a amar para sempre?
- E não é o que acontece? Digo, nosso amor nunca acaba, o que acaba são as relações...
- Pensar assim me assusta.
- Porque? Você acha isso ruim?
- É que nessas coisas de amor eu sempre dôo demais...
- Você usou o verbo 'doer' ou 'doar'?
- [Pausa] Pois é, também dá no mesmo..."
(Gian Fabra)
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
E uma coisa eu aprendi nesse tempo, que uma dor pra passar, tem que ser levada a seu limite. Por isso, não vou evitar musicas que me lembrem, não vou evitar chorar, não vou evitar sentir rasgar o peito, não vou evitar olhar, não vou evitar saber, não vou evitar escrever.
Como disse a mulher mais inteligente que conheço: - Similia Similibus Curantur.
.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Caio F. Abreu
Invento estorinhas para mim mesmo, o tempo todo, me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga. Algumas paranóias, mas nada de grave. O que incomoda é esta fragilidade, essa aceitação, esse contentar-se com quase nada. Estou todo sensível, as coisas me comovem..."
Caio F. Abreu
Em que momento teremos nos perdido, em que olhar, em que noite, em que palavra? Em que piada sem graça, em que gozo forçado, em que indelicadeza? Em que desejo mal realizado? Em que exato momento nosso amor foi-se (...)? Que horas marcava o relógio, você viu? Eu não."
(Nilza Rezende)
- Como você tá?
- Sem chão
- Você já esteve assim antes...sabia como iria ser.
- Mas é sempre diferente... é diferente agora.
- Vai doer, você vai sentir seu corpo todo contrair, você vai sentir falta de ar, seu coração vai bater descompassado, vai lembrar de musicas e vai chorar, vai lembrar de momentos e vai chorar, vai olhar coisas e vai chorar, vai pensar em tudo que poderia ter sido e vai chorar, vai deitar na cama e vai chorar, o final de semana vai vir, e você vai chorar. É o seu luto, uma fase morreu, e eu acho que você tem que realizar seu luto, tem que viver tudo, tem que deixar acabar, deixar ir... E viver isso sem medo é o melhor.
- Eu sei...
- Eu não vou dizer 'você vai superar isso...' porque a gente vai superar isso juntas, eu to aqui!
E eu que pensei que eu sabia tudo
Mas se é você eu não sei nada,
Quando ouvi a canção, era madrugada
Eu vi você, até senti tua mão e achei até que me caia bem como uma luva
Mas veio a chuva e ficou tudo tão desigual
Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora...
A gente se desespera por acordar sem aquela injeção de animo, e no lugar dela, um soco no peito e milhões de pensamentos que se embolam, de tantos que são.
A gente percebe que é infinitamente mais doloroso se perder em vida, do que se perder em morte.
[...]
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Porque não ensinam às pessoas, desde bem pequenas, que elas são individuos preciosos? Que devem amar não por carencia, acreditando que desta forma a solidão de suas existencias cessará.
Mas amar com o coração em paz, com a ideia de que nem a pessoa mais intima pode compartilhar a sua dor.
O homem deve cultivar a si mesmo com amor e cuidado. Acreditar-se eterno. Ser para si proprio eterno, afinal, é certo que você será aquele quem mais tempo lhe fará companhia. E deixar o amor livre dessa obrigação.
Deve o homem acreditar na durabilidade do amor, mas nunca forçá-lo a isso.
sábado, 31 de julho de 2010

Intimidade é quando a vida da gente relaxa diante de outra vida e respira macio. Não há porque se defender de coisa alguma nem porque se esforçar para o que quer que seja. O coração pode espalhar os seus brinquedos. Cantar a música que cada instante compõe. Bordar cada encontro com as linhas do seu próprio novelo. Contar as paisagens que vê enquanto cria o caminho. Andar descalço, sem medo de ferir os pés.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
C.F.A
quarta-feira, 28 de julho de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010

Eu nunca quis tanto ser o futuro de alguém. Eu nunca quis tanto valer a pena. Eu nunca quis tanto fazer o certo. Eu nunca quis tanto ser perfeita. Eu nunca quis tanto alguém tão perto. Eu nunca quis tanto esperar. Eu nunca quis tanto entender. Eu nunca quis tanto fazer por onde. Eu nunca quis tanto me dar. Eu nunca quis tanto receber. Talvez porque eu nunca tive alguém por quem valesse tanto a pena.

"Minhas páginas podem ser repetitivas e vezenquando monótonas, só quero que você não largue o livro na metade. Insista, resista, persista. Mesmo que o sono chegue ou o tédio se instale siga em frente com o livro em mãos. E se faltar luz, por favor, pegue uma lanterna e vá até o fim. Mas vá! Preste atenção em cada linha, no que foi dito e no que ficou por dizer..."
domingo, 18 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
Ela é a dona das cores e palavras doces. De cores e palavras doces, eu gosto. Ela é a dona do sorriso e olhar mais lindos desse mundo. Não, acho que ela não sabe que é dona do sorriso e do olhar mais ternos desse mundo, que tem um abraço que dá vontade de morar dentro e que eu não queria que ela fosse embora nunca mais. Mas sinto que ela percebe. E quando eu olhei pra ela, deitada na minha cama, fazendo parte de mim, senti um daqueles instantes de felicidade que enchem o peito de um não sei quê de ternura e desanuvia a confusão dos dias. Aí pensei que podia passar horas ali sem nenhum movimentos mais, mesmo com a vida correndo lá fora. Porque a pressa que mora aqui dentro, desacelerou. Eu começava e terminava naquele exato momento, sabe como é? Asiim: sem antes, nem depois. Ela é o sorriso dos meus dias mais azuis e amarelos e rodas e verdinhos. A palavra mais doce de sentir, o tão doce de olhar. Então quando aconteceu de não saber o que sentia por ela, fechei os olhos e sorri bobo, me sentindo tão boba e não me importando porque acho que bobo é quem não se deixa levar assim. Eu me entrego.
domingo, 11 de julho de 2010
Domingo é o meu inferno astral. Duvido que haja algo mais entediante. É dia de descansar, de almoço em familia, de ir ao parque: o domingo é benevolente demais. Não tem a malicia do sabado nem a determinação da segunda. É um dia em cima do muro, não é dia de festa e nem de trabalho. Nem lá, nem cá. Nem mais, nem menos. Suporto tudo nessa vida, menos as fases transitórias, aquelas onde já abandonamos o lugar em que estavamos mas ainda não chegamos onde queremos. Viajar de avião, por exemplo. Tem coisa que nos deixe mais sem chão, literalmente? Estrada tem ao menos a paisagem pra distrair, e quem quiser sair do carro, sai. Mas você não pode sair de um avião. Nem de um domingo.
sábado, 10 de julho de 2010
Eu escrevo teu nome nessas pedras, que vou jogando por onde passo. No fundo, espero que você me siga, mas não tenho coragem de pedir. Aí, tem gente que vem, sem nem ser chamado, sem nem se importar com o fato do nome escrito ali, ser outro. As pessoas não ligam pra essas coisas, não ligam para essas 'pequenezas', sabe? Eu ligo. Ligo pra tudo. Sou mais detalhes, que do todo. Sempre fui. O fato é que fico olhando pra trás pra ver se você tá vindo e já tropecei umas quantas vezes. Esses dias mais. Isso porque não sinto teu cheiro no ar, não ouço teu riso passeando pelas horas. E sinto falta. E sinto um quase-medo. Embora, não tenha a menor ideia de quê. Sabe quando você pressente o monstro no escuro, mesmo sem poder vê-lo? É assim. Não sei se você entende, não sei se alguém entende e, realmente, não me importo. Não me importo mais com um monte de coisas. Dos benefícios do tempo. Hoje, parei e sentei bem aqui na beira desse rio que me atravessa. Só pra te sentir bem forte e te fazer sentir amor do lado de lá. Sim, porque você ainda não atravessou a ponte, bem sei. Tenho andado demais, jogado pedras demais, esperando demais que você me alcance. Não te peço pressa. Porque sabe, né? É a inimiga da perfeição.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde.Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados na sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Você agüentaria conhecer minha verdade? Pois tome. Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louca, estranha, linda, chata! Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Tenho uma tpm horrivel. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir... Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome. (Meu coração é minha razão. Essa é a lógica que inventei pra mim).terça-feira, 6 de julho de 2010

A felicidade entrou com o pé na porta e sentou ao meu lado. O dia meio cinzento, vai-não-vai e de repente ela surge amarela e esquenta a vida. Ela mora numa gaveta cheia de bobeirinhas lá em casa. Ela toma banho comigo quando a água leva embora coisa ruim e renova a alma e dorme ao meu lado quando eu descanso.
segunda-feira, 5 de julho de 2010

Desde que você chegou, me tornei um relicário dos seus beijos soprados. Meu coração só registra carinhos.
Meu amor é conjugado no infinito. Minhas orações já não se subordinam. E há noites em que o único sentido que encontro, é o de te observar. Me torno sua plateia. Vejo várias de você, e me perco naquela que você é.
Você é mais que um sorriso timido, daqueles de canto de boca. Você é mais do que os movimentos delicados. Você é a mais do que a inteligencia aflorada. Você é a sensibilidade de alguém que não entende o que veio fazer nessa vida, mas mesmo assim, vive.
Você existe em mim do jeito mais lindo que alguém poderia existir.
Não me importa o quanto vai durar. É infinito agora.
sábado, 3 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010

Queria poder te dar muito mais que você tem, te oferecer toda estabilidade..
Me fazer simples, pra me tornar clara pra você..
Te fazer entender tudo o que está aqui dentro e que por algum motivo não consigo transparecer...
Mas embora pareça difícil garantir tudo isso, nos mais puros gestos, de alguma forma ou de outra, te digo e te proporciono muito mais.
Aprenda a ler as entrelinhas do meu sorriso, a enxergar o que os meus olhos realmente querem te mostrar, olhe e veja não só o material, mas tudo o que te rodeia, tudo que embora não seja concreto, existe e proporciona a harmonia que torna os nossos momentos perfeitos.
sábado, 26 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
E sem motivo algum ou explicação, você deixou o posto de mais uma no meio de tantos e passou a ser a ‘única’, aquela capaz de roubar todos os espaços.. de me tomar por completa pra você e da fim a tudo que por um motivo ou outro nos criam distâncias. Distancias estas que provocam dor, saudade, vontade de estar ainda mais próxima.. e assim, poder completar todos os seus momentos, e suprir todas suas expectativas..
Cuidar de você e te mostrar a cada dia a importância que você tem e a real falta que você faz!
“Saber que você existe, me faz seguir em frente..”
"E no meio de tanta gente eu encontrei você"
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Eu que sempre fui tão racional.
Mas aí eu percebo que você está em toda parte e respirar você é muito mais perfeito do que qualquer suspiro forçado seria na sua ausência. Eu não quero nunca a sua ausência. E, se esse for um pré-requisito, também não quero nunca minha inspiração de volta.
Obrigada por ter feito dessa hipotética mulher, uma mulher irritantemente feliz de verdade.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Quando ela sorri desarmada, limitada e impotente, para todas as minhas dúvidas, inconstâncias e chatices, eu sei que é daquele sorriso que minha alma precisa. Ela não faz muito pela minha angústia existencial, até por não saber. E consegue tudo de mim. Consegue até o que ninguém nunca conseguiu: me deixar leve. Ai voce se pergunta: Te faz se sentir leve como?! terça-feira, 15 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
A gente se apaixona pelo jeito da pessoa. Não é porque ela cita Camões, não é porque ela tem olhos azuis. É o jeito dela de dizer versos em voz alta como se ela mesmo os tivesse escrito pra nós; é o jeito dela de piscar demorado seus olhos, como se estivesse em câmera lenta. O jeito de caminhar. O jeito de passar a mão no cabelo. O jeito de suspirar no final das frases. O jeito de beijar. O jeito de sorrir. Vá tentar explicar isso!
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituosa. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseira e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escrava minha, nem filha minha, nem minha mãe. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música. Goste de um esporte não muito banal. Olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar!
domingo, 6 de junho de 2010
Que seja doce o dia quando eu abrir as janelas e lembrar de você. Que sejam doce os finais de tardes, inclusive os de segunda-feira - quando começa a contagem regressiva para o final de semana chegar. Que seja doce a espera pelas mensagens, ligações e recadinhos bonitinhos. Que seja (mais do que) doce a voz ao falar no telefone. Que seja doce o seu cheiro. Que seja doce o seu jeito, seus olhares, seu receio. Que seja doce o seu modo de andar, de sentir, de demonstrar afeto. Que sejam doce suas expressões faciais, até o levantar de sobrancelha. Que seja doce a leveza que eu sentirei ao seu lado. Que seja doce a ausência do meu medo. Que seja doce o seu abraço. Que seja doce o modo como você irá segurar na minha mão. Que seja doce. Que sejamos doce. E seremos; eu sei.






