Que seja doce...

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sábado, 17 de julho de 2010

Ela é a dona das cores e palavras doces. De cores e palavras doces, eu gosto. Ela é a dona do sorriso e olhar mais lindos desse mundo. Não, acho que ela não sabe que é dona do sorriso e do olhar mais ternos desse mundo, que tem um abraço que dá vontade de morar dentro e que eu não queria que ela fosse embora nunca mais. Mas sinto que ela percebe. E quando eu olhei pra ela, deitada na minha cama, fazendo parte de mim, senti um daqueles instantes de felicidade que enchem o peito de um não sei quê de ternura e desanuvia a confusão dos dias. Aí pensei que podia passar horas ali sem nenhum movimentos mais, mesmo com a vida correndo lá fora. Porque a pressa que mora aqui dentro, desacelerou. Eu começava e terminava naquele exato momento, sabe como é? Asiim: sem antes, nem depois. Ela é o sorriso dos meus dias mais azuis e amarelos e rodas e verdinhos. A palavra mais doce de sentir, o tão doce de olhar. Então quando aconteceu de não saber o que sentia por ela, fechei os olhos e sorri bobo, me sentindo tão boba e não me importando porque acho que bobo é quem não se deixa levar assim. Eu me entrego.

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