Que seja doce...

...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

- Acho baixo entrar na minha vida, roubar meu tempo, destruir minha confiança, agridir minha auto-estima, estilhaçar o pouco que resta da minha confiança no amor e ainda sair ilesa.
E eu sei, que mesmo que eu não abale sua vida em nada, você precisa de mim.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Você me cansa demais mas não enjoa. Eu quero sim te matar, porque você tem uma mania surda de responder todas as minhas perguntas com um "ãhhh?" enjoado, e eu quero te socar porque você já descobriu tudo o que me irrita e gosta de me ver assim. Mas quando qualquer outra coisa no mundo me irrita, eu lembro que eu tenho você pra me fazer sentir essa raiva nossa de sitcom inteligente. E sua cara de sonsa despretensiosa para a vida, enquanto eu coleciono rugas, berros e inchaços. A sua cara de que "não é comigo" vai muito bem com a minha máscara da agressividade que acredita que tudo é comigo. Nossa dança num baile de máscaras é eterna, porque quando eu peso a mão, você me faz voar. E quando você perde o chão, eu te dou um soco na cabeça pra ver se achato a sua alegria pra caber na minha.
- A sensação é mais ou menos de como quem tem um vestido maravilhoso, um armani, e empresta ele pra uma amiga. E você vê que o vestido que você mais gosta, ficou muito mais bonito nela do que em você. E essa amiga vai a uma festa, suja o vestido de vinho, de comida, de tudo e mesmo assim, o vestido ainda fica muito mais bonito nela, do que em mim.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

-Só me diz uma coisa... você nem liga,né? Eu sou completamente insignificante pra você, não sou?

-Só não é insignificamente porque um dia já significou muito.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

- Gosto de atribuir a cura de meus pacientes a milagres. Já basta eu de cético, não acho justo aplicar o ceticismo cientifico em quem espera que uma vida seja salva. As pessoas deveriam ter sua fé recompensada. Eu tento fazer minha parte.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

- Você não me serve. E eu sei de disso com a sabedoria de quem não quer saber.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Andar pra trás.

E mesmo assim você não sabe o quão sagrado é abrir mão de evoluir só porque andar pra trás é poder cruzar com você de novo.
Às vezes tenho saudade de você. Você é o que me resta de vontade de ter alguém.
E eu continuo aqui, esperando você sonhar comigo, já que só assim eu tenho a certeza de que você amanheceu comigo em seus olhos.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Strip-tease.

- Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim.
A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito,
que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil.
Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto,
e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui .

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Os outros

Já conheci muita gente
Gostei de alguns garotos
Mas depois de você
Os outros são os outros
Ninguém pode acreditar
Na gente separado
Eu tenho mil amigos mas você foi
O meu melhor namorado
Procuro evitar comparações
Entre flores e declarações
Eu tento te esquecer
A minha vida continua
Mas é certo que eu seria sempre sua
Quem pode me entender?
Depois de você, os outros são os outros e só
São tantas noites em restaurantes
Amores sem ciúme
Eu sei bem mais do que antes
Sobre mãos, bocas e perfumes
Eu não consigo achar normal
Meninas do seu lado
Eu sei que não merecem mais que um cinema
Com meu melhor namorado.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010



Q
ueria sentir o amor que dorme ao lado, come, faz piada de banheiro. O amor menor. Dos casaizinhos que viajam para quartos pequenos de pousadas vagabundas e dividem cheiros de bosta em meio a declarações de uma vida inteira. O amor sem a arrogância do amor.

...eu sofro sendo assim, eu sofro porque, quando você acha mais da metade do mundo babaca, você passa muito tempo sozinho.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A verdade é que me enchi, De você, de nós, da nossa situação sem pé nem cabeça. Não tem sentido continuarmos dessa maneira. Eu, nessa constante agonia o tempo todo imaginando como você vai estar. E você, numas horas doce, noutras me tratando como lixo. Não sou lixo. Tampouco quero a doçura dos culpados, artificial como aspartame.
Fico pensando como chegamos a esse ponto. Não quero mais descobrir coisas sobre você, por piores ou melhores que possam ser.
Assim, chega. Chega de brigas, de berros, de chutes nos móveis. Chega de climas, de choros, de silêncios abismais. Para quê, me diz? O que, afinal, eu ganho com isso? A companhia de uma pessoa amarga, que já nem quer mais estar ali, ao meu lado, mas em outro lugar?
Sinceramente, abro mão. Vou atrás de um outro jeito de viver a minha vida, já que em qualquer situação diferente estarei lucrando.
Bom é isso, se agora isso ainda me causa alguma tristeza, tudo bem. Não se expurga um câncer sem matar células inocentes.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Talvez eu sinta para sempre esses arrepios como quem tem uma doença crônica. Um reumatismo de amor que de vez em quando finca e maltrata. Depois passa. E volta. Não há como virar uma página que insiste em crescer de novo diante dos meus olhos. Que insiste em se reescrever.