Que seja doce...

...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Em mim.


-Eu.
-Você.
-Você.
-Eu.
-Você pensa que pode.
-Ficar longe de mim?
-De mim?
-De você?
-Eu me afasto.
-De você.
-Você se perde.
-De mim.
-Em mim.
-Em você
-Você.
-Não pense que você pode.
-Ficar longe de mim.
-Você se afasta.
-De mim.
-Eu me perco.
-De você.
-Em mim.
-Toda vez que eu penso.
-Em você.
-Eu vejo.
-A mim.
-Toda vez que eu te vejo.
-Eu penso.
-penso
-Eu lembro.
-Lembro.
-De ter visto.
-Em algum lugar.
-Algo assim.
-Não espere nada.
-De mim.
-Eu não trago nada.
-De você.
-Em mim.
-Olha pra mim.
-Pra mim.
-Você não trouxe nada.
-De si.
-Pra mim.
-Não há nada.
-De nós.
-Em você.
-Em mim.
-Eu.
-Você.
-Em nós.
-Em ti.
-Em mim.

domingo, 30 de agosto de 2009

Complicações.


As promessas estão todas aí. Posso escolher aquela que vai me amar incondicionalmente e me colocar num pedestal, que vai tentar encher minha vida de luz e sorrisos e não vai se conformar com minhas meias alegrias. Basta responder um chamado, basta eu dizer sim. Mas tudo que vem fácil, vai difícil. E minhas tentativas de gostar das pessoas já me esgotaram. Não quero começar mais nenhuma relação que eu já conheço o script: eu me encanto, ela se apaixona, eu me esforço pra gostar, ela tenta me conquistar, eu me culpo, ela sofre. Tudo isso gasta energia, me desilude e me deixa cada vez mais fechada. Fico achando que então devo me interessar pelas que não vão gostar de mim logo de cara, porque aí eu é que sofreria e quem sabe assim eu conseguisse me fixar.
E a razão vai tomando conta de mim de novo. Como vou tropeçar se sempre calculo meus passos? Como vou me entregar se sempre calculo meus braços? Eu não vejo mais encanto em ninguém, não me iludo por palavras que teriam tudo pra me agradar.
E eu quero mesmo é a complicada. Aquela que não olha em volta porque tomou o maior pé na bunda da história e não quer mais saber de mulher. Aquela que minha família odiaria e que em pouco tempo eu enjoaria porque não tenho assunto pra falar, mas que na verdade não faço questão que abra a boca pra isso. Eu quero a esquisita. Aquela que não me faz preocupar com concorrência porque eu sou a única que viu e gostou. Que se fecha tanto no seu mundinho que nem percebe minha existência.
E de repente, a complicada se torna fácil. Olhou pra mim, esqueceu a ex, aprendeu a gostar do que eu gosto. Virou só mais um final. Já deu tempo de me apegar, de ficar com medo de terminar. Mas não tem jeito: nessa história toda, a única complicada sou eu.

sábado, 29 de agosto de 2009

Rien n'est éternel.

Le temps a passé, j'ai continué à se réveiller et d'aller au lit chaque jour de vouloir être plus heureux pour elle, plus beau pour elle, plus femme pour elle.
Jusqu'à ce que quelque chose d'extraordinaire est arrivé.
Un jour, je me suis réveillé si beau, si heureux, si remplie, alors je femme je suis devenu femme trop pour elle.
Ne sais même pas qui elle est.

Je sens chaque parcelle votre me laissant. Je me sens plus légère chaque minute qui passe. C'est la preuve que ma vie sans toi là-bas il peut être beaucoup mieux! C'est comme si je respirais avec l'aide de dispositifs pour plusieurs années et avaient le souffle sur leur propre maintenant. Si je pouvais le mettre toutes avec un seul mot que je dis: la liberté.

Désolé, mais je no sens presque rien.
Rien n'est éternel, ne veulent pas jouer à être Dieu.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O curioso caso de Benjamim Button


Uma mulher em Paris ia sair para fazer umas compras. Mas esqueceu o casaco e voltou para pegá-lo. Quando pegou o casaco, o telefone tocou. Parou para atender e falou durante uns minutos. Enquanto estava no telefone, Daisy ensaiava na Ópera de Paris. E, enquanto ensaiava, a mulher que falava ao telefone saiu para pegar um táxi. Um taxista terminou o seu serviço mais cedo e parou para tomar um café. E durante esse tempo todo Daisy estava ensaiando. Esse taxista que terminou o seu serviço mais cedo, e que parou para tomar um café, pegou a mulher que ia fazer compras, e que perdeu o táxi anterior. O taxista foi obrigado a parar devido a um homem que estava atravessando a rua e que tinha saído cinco minutos mais tarde para o trabalho, porque tinha esquecido de ligar o despertador. Enquanto esse homem, atrasado para o trabalho, estava atravessando a rua, Daisy havia terminado o ensaio e estava tomando um banho. Enquanto Daisy estava tomando um banho, o taxista estava esperando em frente a loja onde a mulher foi pegar uma encomenda que ainda não estava embrulhada porque a moça que o devia ter feito tinha terminado com o namorado na noite anterior e tinha se esquecido. A encomenda foi embrulhada e a mulher regressou para o táxi, que foi bloqueado por uma caminhoneta de transportes, enquanto Daisy estava se vestindo. A caminhoneta seguiu e o táxi conseguiu andar, enquanto Daisy, a ultima a se vestir, esperava por uma de suas amigas, que tinha quebrado seu cadarço. Enquanto o táxi estava parado no semáforo, Daisy e sua amiga saíram pelos fundos do teatro.
E se apenas uma coisa acontecesse de forma diferente, se o cadarço não tivesse quebrado, ou se a caminhoneta de transportes tivesse sido mais rápida, ou se a encomenda já estivesse embrulhada, por a moça não ter brigado com o namorado, ou se o homem tivesse ligado o despertador e tivesse levantado cinco minutos mais cedo, ou se o taxista não tivesse parado para tomar um café, ou se a mulher tivesse se lembrado do casaco e entrado no primeiro táxi, Daisy e a amiga teriam atravessado a rua e o táxi teria passado por elas. Mas a vida, sendo como é, uma série de vidas e incidentes interligados, sem interferência de ninguém, aquele táxi surgiu e o motorista estava momentaneamente distraído e aquele táxi atropelou Daisy. E a sua perna quebrou.

"Você pode fraquejar, pode ficar irado com o destino,pode amaldiçoar os deuses. Mas quando chegar a sua hora,você vai ter que aceitar."

"Para o que vale a pena? Nada é muito tarde, ou no meu caso muito cedo – para ser quem você quer ser. Não há tempo limite. Você para quando quiser. Você pode mudar, ou ficar igual – não há regras para isso. Nós podemos tirar o melhor ou o pior disso. Eu espero que você tire o melhor. Eu espero que você veja coisas que te deixem sobressaltado. Espero que você sinta coisas que nunca sentiu antes. Eu espero que você conheça pessoas com um ponto de vista diferente do seu. Eu espero que você viva uma vida que se orgulhe. Se você acha que não está acontecendo, eu espero que você tenha a força para recomeçar tudo de novo."

"Algumas pessoas não sabem o que dizem ...
O Beija flor não é um pássaro comum. Sua frêquencia cardíaca é de 120 batidas por minuto . suas asas batem 80 vezes por segundo. Se você segurasse um beija flor e impedisse ele de bater as suas asas ele morreria em menos de 10 segundos.
Ele definitivamente não é um pássaro qualquer ! E isso é um verdadeiro milagre ! ! !
Uma vez observaram atravez de uma camera lenta o bater das asas de um beija flor, sabe o que eles viram ?
As extremidades das asas se movem fazendo o numero 8 no ar;
Sabe do que o numero 8 é símbolo matemático?
Infinito."

"Se não perdêssemos quem amamos não saberíamos o quanto elas são importantes pra nós."

"O mais difícil apesar de tudo é perdoar a si. Podemos perdoar qualquer feito de quem amamos. Mas nunca nos amamos o suficiente pra nos permitir tudo."

"Algumas pessoas nascem para sentarem na beira do rio.
Algumas são atingidas por raios. Algumas tem ouvido para música. Algumas são artistas. Algumas nadam. Algumas entendem de botões. Algumas conhecem Shakespeare. Algumas são mães. E algumas pessoas, dançam."

"Ele se apaixonou por você desde o primeiro momento em que ele te viu."

Pseudo -diário


Antes de dormir fiz questão de botar meu despertador pra tocar mais cedo do que o de costume. Tomei meu rivotril, 1/4 pra ser mais exata, tomei trauma da minha última experiência com um comprimido inteiro. Dormi logo. Tive um daqueles mesmos sonhos de sempre, com as mesmas histórias de sempre, o mesmo final de sempre. Como pode? até meus sonhos caíram na rotina.
O despertador tocou, com a música do Sean k.me avisando que shawty fire burning on the dance floor. Foda-se. Por um minuto eu quis morrer e virar cinzas naquele quarto. Tomei coragem pra abrir os olhos, e tentei sentir meus musculos, pra confirmar que eu poderia dar o primeiro impulso pra levantar, feito. Me embolei pra colocar o chinelo, por conta do meu vício burguês de dormir de meias. Abri a porta do quarto e a luz, mesmo o dia sendo chuvoso, incidiu tão forte nos meus olhos, que cheguei a lacrimejar. Vacilei no primeiro passo após a porta, queria muito ficar no escuro e entrar pra debaixo do meu edredon.
Olhei pra baixo e minha cadelinha mel estava lá, fiel, como todos os dias me esperando pra me acompanhar em todos os comodos da casa. Fui ao banheiro, escovei os dentes,e lavei o rosto, nunca senti a água tão gelada, a ponto de ameaçar a minha sinusite assassina. Olhei pra mel e ela estava lá, sentada, com as orelhas saltadas, com uma expressão de quem parecia estar rindo de mim e dos meus pulinho matinais pra ajudar a acordar. Até hoje creio que ela acha isso no mínimo engraçado demais pra inteligencia dela.
Desci as escadas, degrau por degrau. A mesa de café ainda estava alí, posta. Peguei a minha xícara de café e fui pra varanda ler o jornal. Logo de cara, "Supremo tribunal irá julgar palocci hoje" tava na hora já, não? "rivais de Sarney recorrem ao STF para desarquivar ações." ainda acho que nem deveriam ter sido arquivadas, eu e a torcida do Brasil, né? Logo, parei de ler o jornal. Esse tipo de notícia me dá asco.
Fui pra sala pra poder terminar de ler o livro "Todo o amor" da fabulosa Inês Pedrosa. A primeira coisa que eu lí foi: "Já sabemos tudo um do outro. Este saber inclui muitos capítulos dolorosos, páginas repetidas de desilusão, desastres, um mar de destroços inapagáveis." Logo de cara, me identifiquei, como venho me indentificando desde o começo do livro. Preferi parar de ler, pra não pensar em coisas das quais eu quero fugir.
Fiquei mais um tempo deitada no sofá, e no ipod tocou: "você acertou o pulo quando me encontrou...". Por deus, será que eu não posso nem querer fugir de você, que você me aparece até em música? Logo, desliguei.
Só fechei os olhos.
Minha cadelinha, que estava deitada entre mim e o encosto do sofá, já roncando, se levantou, andou um pouco e voltou. Subiu em cima de mim e começou a latir, me senti uma péssima ouvinte.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Luly's Vision but Without Division
























Luiza Luly Coutinho Quintela

Inspirações minhas nas aulas...er...horas vagas. É isso "mermo" mané!! Eu tenho o privilégio de conhecer esse ser pitoresco que habita as salas de aula do Darwin - pelo menos fisicamente eu sei que sim...é porque "mei" que tipo tem hora que ela num tá ali; eu acho que deu pra você me entender!?? -, pois bem voltemos aos elogios. Então ela é a amiga que eu nunca tive, nem sei se ela é minha amiga ela brigo comigo hoje porque eu falei que quando ela "[...]bebe pra caralho ela cheira a alho[...]"-Vide poema que eu espero ser postado aqui depois-, ai "mei" que tipo ela me deu uns esculacho, fiquei até um pouco ressentido...=(
Mas eu sei que no fundo, mas bem no fundo mesmo, láááááá no FUNDÃO ela me AMA!=D
Aew Luly é isso ai mesmo então mano, c tá no meu coração, bem eu sou doido pra te coloca em outro lugar...er...mas isso não vem ao caso agora!!

TE AMO!!!

Beijundas!!!

Rafael "x" S. Antunes


Poema do Rafael:

A Luly

Luíza luly quintela parece a cinderela,
ela tem um popozão até me lembra um melão
a tamara dela rí, até parece um tatuí
a luly pega mais mulher que eu,
mas não pega no meu.

A luly tem um piercing na língua
que é uma íngua
tem um na sobrancelha
que quando você vê, solta centelha
centelha de tesão que deixa o meu grandão.

Quando ela bebe pra caralho
parece um peixe no aquário
ela fala 'anh?' só pra falar 'aham.'
eu gosto muito dela, pra rimar, vou escrever patela
ela é muito legal e adora um bacanal

Eu amo muito ela,
essa cinderela que se chama
Luiza luly quintela.

________________//_____________

Soneto de desculpas

A luly brigou comigo
falou que eu nao era amigo
agora vou me desculpar
pra ela poder me perdoar

Eu to muito arrependido
to 'ingual' a um bandido
fiquei muito deprimido
vo tomar um comprimido.

Me sinto um bobão
acabei de soltar um peidão
e vai fazer um fedorzão

Eu sei que ela me ama
porque ela é bacana
ela é bacana mas não gosta de banana.


Comentário da luly: *só você mesmo, pra quebrar a estética bernardiana do meu blog! só você, seu lindo ;*

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O resto das coisas.



O resto das coisas, eu me digo baixinho, você ainda tem todo o resto das coisas.
Para não enlouquecer sem você, eu me agarro àquela lembrança desfocada e amarelada de que existe vida lá fora, e me pego tentando lembrar, com um esforço que quase me faz esquecer você por alguns segundos, o que seriam mesmo essas coisas.
O que sobra quando você sai é um dia claro que me pede para dar um passo, apenas um passo. Mas eu fico dura que nem pedra para não desmontar e me espalhar pelo mundo.
Não quero sujar nosso amor com a minha mania de amar despedaçada e esfarelada.
Eu endureço e esqueço o resto das coisas, porque quero ficar toda inteira pra quando você me quiser de volta.
Tenho medo do vento que passa arrancando partes de mim e das pessoas que me envenenam, matando partes de mim. Não quero ouvir ninguém, não quero saber de nada, não quero sentir nada. Quero esperar você voltar reta e dura como uma estátua, porque tenho medo de me espalhar pelo mundo e nunca mais ser sua.
Imagine se, por causa daquele longo adeus que eu dei e que nunca mais acabou, porque o adeus definitivo dói demais, você volta e me encontra sem as mãos? Imagine se você me encontra sem joelhos porque resolvi contar a Deus o quanto ainda confundo amor com escravidão?
Não posso ser uma mulher incompleta, tem tanto amor dentro de mim que, mesmo eu sendo inteira, quase já não cabe. Mas se eu der um passo, um passo apenas, eu vou deixar um rastro do que eu fui pra você.
Então eu cerro os olhos, trinco os dentes, fecho os punhos, engulo o ventre e espero você chegar, porque só você me vira do avesso sem perder nenhum grão de mim.
O resto das coisas do mundo quer sempre fazer trocas, o resto me dá vida, mas quer sempre meus pedaços.
E eu acho uma traição sair por aí dando pedaços do meu pulmão para ares mais leves, pedaços do meu coração para risos mais despretenciosos, pedaços do meu umbigo para momentos de altruísmo.
A vida fica surda sem você, porque o volume do mundo abaixa para ouvir meu grito interno. O mundo fica passando como um filme Super Oito na parede, as pessoas estão felizes demais, mas parece que faz tempo demais e sentido nenhum. Sem você sinto essa felicidade sem som, como se, por maior que fosse um sentimento, ele já nascesse com defeito.
Eu sei que as ruas vão continuar com seus lixos, seus cinzas e suas possibilidades de destino. Eu sei que a poeira vai continuar dançando em volta do meu lustre enquanto eu tento me concentrar em duas ou três frases de um livro qualquer.
Eu sei que eu posso muitas coisas sem você, e eu sei que, se eu tomar um banho quente e comprar uma roupa nova, talvez eu possa querer uma coisa que seja, só uma, sem você.
Nada muda no mundo quando você não caminha ao meu lado, as pessoas quase não percebem que falta metade do meu corpo e que eu não posso ser muito simpática porque toda a minha energia está concentrada para eu não tombar.
As pessoas estranhas fazem exercícios apertando as mãos levantadas para cima, alguns homens de terno insistem em usar óculos de surfistas como se fossem o super-homem que deixa aparecer um pedaço do S no peito.
Ninguém deixa de espreguiçar só porque você não está aqui, ninguém deixa de molhar a torrada no café e de falar com voz idiota enquanto boceja.
E eu odeio o mundo por isso, eu acho o mundo muito medíocre, eu tenho pena de todas essas pessoas que não sabem o que é encaixar o rosto no vão das suas costas e querer ser embalsamado ali por mil anos.
Amor de verdade não acaba, é o que dizem, mas eu tenho medo. Eu tenho medo de bocejos, cinzas e óculos de surfistas eu ainda vou ver sem você, eu tenho medo dos meus pedaços espalhados pelo mundo, eu tenho medo do vento passar enquanto eu estou fazendo careta , e eu ficar com careta pra sempre.
Eu tenho medo de tudo isso apagar e o vento levar suas cinzas, desse fogo todo ser de palha, como dizem. Da dor que se dissipa a cada respirada mais funda e cheia de coragem de ser só.
Eu tenho medo da força absurda que eu sinto sem você, de como eu tenho muito mais certeza de mim sem você, de como eu posso ser até mais feliz sem você.
Pra não pensar na falta, eu me encho de coisas por aí. Me encho de amigos, bares, charmes, possibilidades, livros, músicas, descobertas solitárias e momentos introspectivos andando ao Sol.
E todo esse resto de coisas deixa ao pouco de ser resto, e passa a ser minha vida, e passa a enterrar você de grão em grão, sujando seus dentes e olhos e nada eu posso com a pá que está na minha mão.
O vento está mais forte do que o vidro que eu fiz com os meus próprios grãos para me guardar para você.
Eu já quase quero ser varrida por ela, como se sentir tudo isso fosse uma sujeira. Eu já quase quero ficar surda com o zumbido do vento, e calar a boca da desgraçada que mora na minha cabeça.
Mas lembrar de você ainda tem o poder de congelar a natureza, de estancar a fresta aberta, de me fazer preferir o demônio quente na testa. Lembrar de você e de como é bom percorrer cada detalhe de tudo o que é seu ainda é melhor do que ser só minha ou me dissipar por aí, para sentir a leveza de querer um pouco de tudo e não muito de uma coisa só.
O resto das coisas continua encapado por um plástico vagabundo, pedindo que eu espere mais um pouco para rasgar tudo e voltar. Minha vida ficou velha quando te conheci e todo o esforço que eu faço para não morrer a cada segundo longe de você, é a lembrança de um velho caminhão de mudanças cheio de quinquilharias, sem rumo e perdido

200 palavras.


Interrompida, caiu uma vírgula por aí, minha oração nunca será ouvida. Me perdi no meio dos sentidos.
História escrita a lápis, lápis-borracha para tudo ser mais prático. Escrita de qualquer jeito, torta, em linhas invisíveis. Com um início de perder o fôlego, mas com um eterno três pontinhos num final que nem existe.
Os três pontinhos são o que me matam, ponto final seria a dureza clara e o fim da história, três pontinhos são o que me matam.
Uma história pra adultos, escrita por crianças. Você sem saber viver de tantas vidas por aí, eu sem conseguir viver porque virei sua hospedeira.
Quis sugar sua vida perdida, e me perdi.
Incapaz de me sentir por medo de ser inteira, saio sentindo e sendo os outros. Quis ser você inteira, morar aí dentro, bombear e mandar nas suas veias.
Mas você é tão livre, tão acima do chão. Tão acima de minha cabeça. Da minha cabeça que está aos seus pés.
Sinto o arrepio frio nas costas da bandeja de vidro que eu trouxe pra você.
Nela estou deitada, entregue. Mas tudo isso pode se quebrar a qualquer momento. A reconstrução eterna dos meus sonhos que já nascem fragmentados para que eu possa engolir tudo aos poucos.
Mas de nada adianta, estou eu aqui de novo, mas mais uma vez tão única e surpresa, engasgada até onde se pode sentir falta de ar.
Engasgada de você ir embora, engasgada de você voltar. Engasgada de você sempre sorrir.
Você travou todas as minhas entradas, você me incha por dentro e eu nem sei se vale a pena explodir porque você é surda e cega.
De que vale eu deixar de existir se você não me percebe?
Sigo inchada, sigo cheia de coisas para cuspir em você, sigo pontuada por esses batimentos cardíacos que descem quando te vejo.
Poesia sem rima porque não somos bregas e a vida sem sentidos e sem encaixe é a loucura que une nossas doenças. Estrofes com métrica, porque sabemos exatamente o que queremos, apenas não rimamos para que não exista cumplicidade.
Tudo tão simples como expelir algo fisiológico. E eu me sentindo uma merda mesmo.
Ditado de três palavras para mim: amor, paixão, eterno . Narração de sujeito oculto para você: meus sentimentos escondidos até o fim.
Uma redação com margem, tamanho e estilo impostos para você. Um diário sem limites para mim.
E você continua indo embora, e eu continuo ficando, vendo você levar partes de mim que antes eu nem sentia falta.
E você continua escrevendo sua história pulando linhas, errando palavras, esquecendo os títulos. E eu continuo escrevendo seu nome com letras cheias, para tentar preencher você de alguma maneira. Pra tentar deixar tangível a sua existência. E principalmente pra você poder amassar o papel e jogar no lixo.

Ocupado.


-Alô...
-Alô?
-Oi, sou eu.
-Eu? Que eu?
-Ah, eu... Não sei, cara... Qualquer um.
-Como qualquer um? Eu te conheço?
-Qual o critério de conhecer? Você já sabe que sou eu...
-Moça, você tá bem? Com quem você quer falar?
-Não sei...
-Não sabe o quê?
-Se eu tô bem... Com quem eu quero falar...
-Olha, eu vou desligar que eu tenho mais o que fazer...
-Espera!
(silêncio)
-Tô esperando, você vai falar mais alguma coisa?
-Não.
-Então eu vou desligar.
-Não, não desliga. Então eu falo.
(silêncio)
-Olha, eu realmente não tenho tempo pra essas coisas, se você não tem mais nada pra me dizer, tô desligando.
-Eu tenho. Tenho um milhão de medos presos aqui nessa linha. Se você desligar, sua vida vai seguir. A minha vai ficar contida nesse aparelho eletrônico. Eu já sou contida de tantas maneiras... Na verdade eu só queria te dizer que por mais que o tempo passe, não consigo preencher meus buracos. Eu olho em volta e não procuro nada. Só porque eu sei que não há nada. Só porque eu sei que o nada que eu quero tá longe de mim. É tudo um enorme, frio e presente nada. Um vazio do tamanho da minha quase existência. Eu quase existo, sabia? Afinal, quem existe por inteiro? Eu não. Eu sou metade amada (porque ninguém me assume por inteiro); metade interessante (porque assusto quem eu quero aproximar e frustro os que ignoram minha muralha); metade culpada (porque ninguém tem obrigação de me amar de verdade quando eu crio bloqueios tristes e vazios). Se você quiser desligar, tudo bem. Eu só tava fazendo drama. Claro que eu vou sobreviver, né? Nunca precisei de uma ligação pra me manter inteira. Mas me diz, e você, tá bem?
- ...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Ir embora de vez.


Vai até a esquina, mas não solta da minha mão. Foge de mim, mas me busca nesse seu abraço tão maior que eu.
Pode cortar meus assuntos, pode ficar vazia de repente. Eu sei que a culpa é só minha. Provoca minhas inseguranças, de tanto que eu já provoquei as suas. Pega meu ponto mais fraco e torce até sair minha última gota de orgulho. Esfrega bem na minha cara o que eu perdi e que logo vai ser de qualquer uma e que eu nunca mais vou ter. O que eu não sei ter.
Mostra que eu mereço ficar com um vácuo bem grande dentro de mim por não saber cuidar de uma coisa tão simples e tão pronta. Você nunca pediu mais do que eu podia dar e eu sempre quis mais, quis menos, sempre quis diferente. Você nunca exigiu nada de mim, só queria minha existência e eu não soube nem existir pra você.
Tem razão, você não tem que responder direito. Afinal, não fui eu quem acabei com toda e qualquer possibilidade de ter você perto do meu coração? Tá certo, se protege da louca que só quer brincar com sentimentos enquanto não cresce, não tem seus próprios sentimentos.
Tá vendo esse coração podre aqui? Cabe muita solidão, mas o espaço de amor tá esperando um pouquinho pra amadurecer. Ele tem medo de acabar gostando da sensação e descobrir pra que serve de verdade.
Testa todo seu vocabulário monossilábico comigo. Testa meu limite pessoal, minha paciência, minhas paranóias... Eu ainda não posso ser o que você quer de mim. Eu posso ser essa metade que não encaixa, mas sabe falar por horas e completar frases bobinhas.
Você pode esquecer que por um tempo eu fui mais que todas as outras. Só não me deixe morrer em você, porque em mim você vai continuar vivendo. Com seu abraço maior que eu, com suas falas que sempre me deixaram sem ação, gostando mais de mim do que eu sei gostar de alguém. Sendo alguém além do que eu sei ter.
Acaba o texto pra mim. Sua inspiração vem e volta e a minha simplesmente não existe. Não me deixe morrer no papel. Não se afogue na tentativa de me deixar pra trás e não confunda me superar com me apagar. Não me apague nem me mate um pouquinho. Esquece o durante e o depois e refaz esse antes que eu gosto tanto. Eu só quero isso.
Me conquista todo dia, mas não queira me levar no final. Só volte pra folha em branco e caminhe com mais calma.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Quase.


Eu quase consegui abraçar alguém semana passada. Por um milésimo de segundo eu fechei os olhos e senti meu peito esvaziado de você. Foi realmente quase. Acho que estou andando pra frente.
Ri tanto ontem à noite, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma história hiper engraçada. Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo.
Hoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dela. Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente.
Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias.
Chorar deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho.
Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranquila em nada, feliz em nada.
Todos os dias eu quase te ligo, eu quase consigo ser leve,eu quase consigo te tratar como nada. Mas aí quase desisto de tudo, quase ignoro tudo, quase consigo, sem nenhuma ansiedade, terminar o dia tendo a certeza de que é só mais um dia com um restinho de quase e que um restinho de quase, uma hora, se Deus quiser, vira nada. Mas não vira nada nunca.
Eu quase consegui te amar exatamente como você era, quase. E é justamente por eu nunca ter sido inteira pra você que meu fim de amor também não consegue ser inteiro.
Eu quase não te amo mais, eu quase não te odeio, eu quase não morro com a sua presença(mesmo morrendo todos os dias com a sua ausência), eu quase não escrevo esse texto.
O problema é que todo o resto de mim que sobra, tirando o que quase sou, não sei quem é.

domingo, 23 de agosto de 2009

Toma esse texto.


Sempre achei que esse amor era coisa de quem não tinha nada melhor para fazer. Eu só o sentia porque estava infeliz naquela vida pacata. Só por isso. Resolvi então agitar a vida pacata. E comecei a sair mais de casa, enxergar as pessoas ao meu redor, mais viagens, mais baladas. Amor é coisa de gente pacata e agora que eu tinha uma vida agitada, poderia, finalmente, mandar esse amor embora. Tchau, coisinha chata.
Nada feito. Só piorou. Acordava e ia dormir com ela engasgada aqui. Ficava inconformada. Mas aí concluí: amor é coisa de quem tem tempo pra pensar nele. Claro, mesmo com o final de semana agitado(e muito), eu fico em casa a semana inteira, no silêncio das minhas coisas, claro que acabo pensando besteira. Aquele papo de mente desocupada casa do diabo, sabe? Amor do diabo. Fui procurar Jesus.
Depois de dez passes e de ler todo o Evangelho Espírita, achei que ficaria tudo bem. Ficou nada. Eu só parei de sonhar que botava fogo no apartamento do ser amado ou que arrancava os olhos de todas as mulheres do mundo. Parei, talvez, de odiar o amor. Mas o amor, na verdade, ficou lá. Duro que nem pedra. Daqueles que não vão embora nem com reza brava.
Amor adolescente, pensei. Com certeza, se eu virar mulher, esse amor bobinho passa. Amor de menina boba. Tratei, então, de virar mulher. Quem sabe mudando o visual, esse amor não se mudava de mim? Nada feito. Corpo novo, roupas novas, sapatos novos. E o mesmo coração idiota. O mesmo amor de sempre. Coisa chata, não?
Ah, que que é isso! Amor deve passar com um novo amor, não? Olha lá aquela menina surfista bonita te olhando, a outra que escreve bonito querendo te ver, a outra que te faz rir um monte sorrindo pra você. Nada. Nenhuma delas foi capaz de me salvar, de substituir minhas células cansadas em sentir sempre a mesma coisa. Nenhuma foi capaz, nem por um segundo, de me levar para passear em outros tormentos. Ou outras alegrias. Qualquer outra coisa que seja.
Aí veio a idéia brilhante. Será que se eu mergulhasse de cabeça na estupidez desse amor, não me curava? Será que se eu, por um minuto apenas, parasse de sentir tudo isso de dentro da grandiosidade que eu inventei para tudo isso e enxergasse de perto como tudo é tosco e pequeno, eu não me curava? Só piorou. De frente para ela e suas constatações tão absurdas a respeito de tudo, só consigo sentir ainda mais amor. E quanto mais e maiores motivos para não sentir, ela e a vida me dão... Adivinhem? Sim, o amor cresce. Irresponsável, sem alimento, sem esperança e de uma burrice enorme. Ainda assim, forte e em crescimento.
Mas esse amor, é coisa de quem não ama a própria vida.
Estou aqui graças a minha maior qualidade: a fé. Sim, isso só não funciona pro amor, mas pra todo resto na minha vida acreditar sempre funcionou.
Tudo certo com a minha vida. Ou quase tudo certo. Ainda sinto esse amor ridículo. Essa coisa infernal que me vence todos os dias, todos os minutos. Mas olha lá quem me adicionou. Aquela menina interessantissima, da aula de francês, que disse que desenho bem e tenho a letra mais bonita que ela já viu na vida. Quantos bons contatos me elogiam. Ainda bem que alguém além de mim acredita em mim. É tanta coisa boa acontecendo, tanta gente boa se aproximando que tá na hora de acordar. Enxergar. Receber.
Taí. Tá bom. O amor venceu. Você venceu. Venceu. Venceu. Venceu.
E eu acabo de descobrir, simples assim, a única maneira de me livrar desse sentimento: aceitando ele, parando de querer ganhar dele. Te amo mesmo, talvez pra sempre. Mas nem por isso eu deixo de ser feliz ou viver minha vida.
Por que escrevo? Porque é a minha vingança contra todas as palavras e sensações que morrem todos os dias mostrando pra gente que nada vale de nada. Toma esse texto, o único lugar seguro e eterno pra gente. Mas so nele.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

So keep ya love locked down.


I'm not lovin' you, the way I wanted to
What I had to do, had to run from you
I'm in love with you, but the vibe is wrong
And that haunted me, all the way home
So ya never know, never never know
Never know enough, 'til it's over love
'Til we lose control, system overload
Screamin' no no no, no no
I ain't lovin' you, the way I wanted to
See I wanna move, but can't escape from you
So I keep it low, keep a secret code
So everybody else don't have to know
So keep ya love locked down, you lose.
Im no't lovin' you, the way I wanted to
I can't keep my cool, so I keep it true
I got somethin' to lose, so I gotta move
I can't keep myself, and still keep you too
So I keep in mind, when I'm on my own
Somewhere far from home, in the danger zone
How many times did it take 'til I finally got through
you lose, you lose
I ain't lovin' you, the way I wanted to
See I had to go, see I had to move
No more wastein' time, we can't wait for life
which is wastin' time, wheres the finish line

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Amor-próprio.


Hoje eu acordei com um sorriso no rosto. Há muito tempo eu não acordava assim.
Desde que você se foi os dias se tornaram tão longos, os meses tão curtos, os livros menos interessantes, as noticias nada importantes...
Desde que você se foi eu vivia com uma falta de ar constante, tinha que forçar a respiração, pra ver se o oxigênio entrava no meu pulmão.
Eu entendi o porquê que usam o coração como símbolo do amor, porque é ele que fica desassossegado, é ele que bate descompassado na tal arritmia.
A gente quando ama a primeira vez se entrega tanto a ponto de ser dependente sem querer, e acho que foi isso que eu virei, nessa minha ânsia de te respirar, te engolir, de sugar toda a sua presença pra dentro de mim, toda as vezes que a gente se encontrava, eu queria tanto ter você dentro de mim, mais do que já tinha.
Eu amava tanto você que não sobrava amor pra mim. Esse é o fato.
Agora eu me amo tanto, tão loucamente, a ponto de me olhar no espelho de meia em meia hora, e ainda sorrir pra mim, todas essas vezes. É egocêntrico demais, mas já tava na hora de eu me amar enfim.
Eu passei tanto tempo procurando minha paz, em você, que não percebia que a paz estava em mim. Procurei minha paz no amor, mas no amor errado, a paz de verdade tá no amor-próprio.
Eu acordei sem um amor, sem um colo, sem um abraço, sem uma paixão, sem ter quem culpar, sem ter pra onde correr, mas dai eu olhei no espelho e ví pela primeira vez a única pessoa que pode realmente me fazer feliz de verdade: eu.

Cartas pra você.


Eu tento te esquecer
Mas tudo que eu escrevo
É sobre você
Eu não posso me enganar
Fingir que estou bem
Porque não estou
Preciso de você
Preciso de você
Essa noite
E hoje estou aqui
Só pra te cobrar
O que você disse
Que iria ser pra sempre
Mas não foi assim
Agora o que me resta
Escrever nessa Carta
Pra lembrar
Eu passo tanto tempo
Só te procurando
Em um outro alguém
Mas não posso me enganar
Sinto sua falta
E ninguém pode ver

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Desenhos em nuvens.




Outro dia eu fui numa praça, na beirada de uma praia, onde um vez eu fiquei deitada no seu colo. Me deitei no mesmo banco e fiquei alí por algumas horas com uma amiga, olhando pro céu. Era fim de tarde de um domingo, a brisa fria da praia, o sol desaparecendo, e o céu cheio de nuvens espaçadas. Olhei pra uma e ví um coelho, nossa, há tanto tempo eu não me dava tempo de olhar pro céu e reparar em nuvens. Lembro que quando eu era pequena, toda hora era hora de olhar nuvens, eu não saia da beirada da janela, poderia ficar alí por horas e ver milhares de formas numa única nuvem. Minha amiga disse que conforme a gente vai crescendo a gente passa a perceber menos os desenhos nas nuvens e isso ficou na minha cabeça.
Se crescer é não mais conseguir ver desenhos em nuvens, que graça há em ser grande?
Pagar contas? compromiços? casamento? trabalho?
A gente passa a maior parte da infância querendo crescer logo, pra isso?
Se eu soubesse, juro, passaria mais tempo naquela janela, olhando o céu.

Rafa.

Guarapari, 19 de Agosto de 2009.

Cara amiga Luíza Luly Coutinho Quintela,
estou eu hoje muito estúpido, creio acho que talvez você esteja percebendo, pois estou caligrafando-te essa desgraça dessa porra desse texto estúpido- Obs:redundância, mais conhecida como 'encheção de línguiça'.
Bem, quero-te muito bem, e espero que esteja você muito boa. Depois você pergunta pra...er....eu como estou-me? Demorou já é, mano?- Obs: até o presente momento estou me sentindo o próprio mestre yoda jedi.
Eu por incrivel que te pareça estou muito bem, talvez só eu acho que estou... Obs: meu ego está perguntando-se:
- Aêméquetá?
Estou nesse presente momento desperdiçando preciosos minutos da minha exelente aula de matemática pra escrever esse lixo, e estou ao mesmo tempo tentando ouvir a sua conversa com a 'Tamis'.
Acho que você já percebeu que sou uma pessoa exacerbadamente aplicada.
Bom, acho que é só! beijos com carinho.
Seu amigo mongol,
Rafinha.
Obs: ficou muito dúvidoso isso...!?

Com um incomensurável amor!

Rafael.


Eu tinha que deixar a carta do menino mais lindo do mundo gravada aqui!:)

Química.

Hoje eu cansei de química inorgânica. A estequiometria da eletrólise me saturou, a entalpia da solução de HCl nunca me fez mais feliz mesmo e eu mal posso pensar em termoquimica sem sentir arrepios.
Ainda se eu pudesse encontrar a química perfeita, a sintonia que não resulta de regra de três - ainda se encontrar o ideal bastasse... Mas não, o máximo que cai do céu é chuva ácida, nem sinal de amor eterno. Trancada em casa estudando nada me aparecerá. Vestibular é ótimo, mas não preenche vazio existencial. Só enche o saco. A tabela periódica é complexa, mas é só porque os cientistas ainda não tentaram entender minha mente.
É, hoje eu sou uma garota de biomédicas, que deveria ser de humanas, estudando química.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Diário de uma paixão.


A razão de machucar tanto essa separação é porque nossas almas são conectadas.
Talvez sempre foram e sempre serão. Talvez nós tenhamos vivido mil vidas antes desta e em cada uma delas nós nos encontramos. E talvez em cada uma delas, nós fomos forçados a nos distanciar pelas mesmas razões. Isso significa que este adeus é um adeus pelos mil anos passados e um prelude do que virá. Quando eu olho para você, eu vejo sua beleza e graça e eu sei que ela aumentou a cada vida que você viveu. E eu sei que eu gastei cada vida antes dessa procurando por você. Não alguém como você, mas você. Porque nossas almas sempre devem estar juntas. E por alguma razão que nós desconhecemos, fomos forçados a dizer adeus. E eu posso te dizer que o tudo estará trabalhando por nós, e eu prometo e farei de tudo para me certificar disso. Mas se nós não nos encontrarmos mais e esse for verdadeiramente um adeus, eu sei que nós nos veremos outra vez em uma outra vida. Eu sei que nós nos encontraremos em outra vida. Nós vamos nos ver de novo, e talvez as estrelas tenham mudado, e nós nos amaremos não só por essa vida, e sim por essa e todas as outras que vivemos antes.

Do filme 'Diário de uma paixão'




Só uma nuvem te separa das estrelas, há noites, que nem isso.

Ilusões gratuitas.


Eu passei a vida inteira acreditando nas coisas em que eu via na televisão.
As histórias nas novelas, nos filmes e até mesmo em comerciais.As mocinhas sem sal sempre se dando bem, logo, seja uma boa menina. Sempre escolhendo os mocinhos, logo, escolha um bom partido. Os vilões sempre se dando mal, logo, a justiça sempre prevalece. Mas eu tenho a ligeira impressão de que nem sempre as coisas seguem nessa ordem.
Quanto aos comerciais, cadê a família tomando café da manhã feliz que a margarina me prometeu?
E o meu romance numa piscina super refrescante num dia de sol que a pasta de dente me fez acreditar que eu teria, se escovasse os dentes com o tal creme dental?
Tantos litros de ilusão são inoculados na veia de milhares de pessoas todos os dias, milhões de frustrações, como se já não bastasse as ilusões que nós próprios criamos.
E como já dizia o mestre:
"As coisas são mais fáceis na televisão..."

Quando a cabeça não pensa o corpo padece.
Mas quando a cabeça pensa demais será que nossa alma enriquece?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Laços.


"- Eu prefiro os laços firmes. Aqueles mais difíceis de se fazer e de se desfazer, mas que quando feitos e depois desfeitos podem-se orgulhar de si próprios e falar com convicção “Eu fui um grande laço”.
- Laços não falam... Muito menos com convicção.
- Mas eu falo! Falo sobre temas variados. Posso dizer todos os motivos que uma menina tem pra não chorar em ordem alfabética. Ou recitar um poema de amor. Ou contar uma piada. Posso dizer que é bobagem chorar por laços que parecem desfeitos, mas que continuam firmes. Alguns laços são teimosos. Às vezes a gente pensa “Puf, lá se foi ele.” Mas ele vai estar sempre ali... Que nem alguns amores..."

domingo, 16 de agosto de 2009

Amor não se pede.



Se implorar resolvesse, não me importaria. De joelhos, no milho, em espinhos, agachada, com o cofrinho aparecendo.
Uma loucura qualquer, se ajudasse, eu faria com o maior prazer. Do ridículo ao medo:
pularia pelada de bungee jump.
Chorar, se desse resultado, eu acabaria com a seca de qualquer Estado, de qualquer
espírito.
Mas amor não se pede, imagina só.

-Ei, sua tonta, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou
aqui quase esmagada com sua presença?

Não, não dá pra dizer isso.

-Ei, será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo de
uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença?

Não, você não pode dizer isso.

-Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença? Definitivamente, não, melhor não.

Amor não se pede, é uma pena.
É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira.
É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um
semblante altista de quem constrói sozinha sonhos.
Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pra
desgraçada e dizer:
-Ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar
e vir logo resolver meu problema?

Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei.
Raiva dela ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você amava tanto.
Raiva dela fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum
momento, o gosto volta.
Raiva dela ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar.
Ela roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia.
Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pra menina e dizer:
-Ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta.

Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros demais, são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ela, são tristes as noites que cumprem a promessa.
É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro que acalma a busca.
É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz.
Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto
amargurado.
É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer,
implorar.
É triste lembrar como eu ria com ela.
Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa?
Ela sabe, ela sabe.

sábado, 15 de agosto de 2009

Amor e lucro.


Depois de alguns copos de cerveja, algumas doses de destilados, esquecer da vida vendo as amigas dançarem funk, eu me encontro em casa, deitada na espreguissadeira da sala com uma garrafinha de água do lado e na tv, agora, tá passando o clipe novo da Taylor Swift, que fala sobre amor.
Esse negócio de amor, gera lucro, já parou pra pensar?
Pensa comigo.
O que seriam dos cinemas se não fossem os casais? tá certo que hoje em dia o cinema é tudo de bom, artifício cultural, que eu particularmente, adoro. Mas vai dizer que você nunca foi com uma paquerinha no cinema? há, eu já dei muito lucro pra cinemas, confesso.
O que seria de Hollywood? tudo bem, vai lá que ainda tem o terror, o drama, a aventura. Eu duvido que você nunca tenha preferido a famosa 'comédia romântica'? entre aspas, porque vamos combinar, colocaram a comédia no romance só pra aliviar a 'pieguice'.
O que seria do dia dos namorados? O lucro que o dia dos namorados dá no mercado chega perto do lucro do natal. Só não chega mais perto porque a data do natal é universal e a data do dia dos namorados difere entre os países.
O que seria dos escritores? Das músicas? Dos cantores?
Você já parou pra pensar que tudo gira em torno do substantivo abstrato mais usado no mundo todo?
Se o amor não fosse abstrato, provavelmente nessa altura do campeonato, estaria escorrendo pelos meus poros.

Me traz você.


Me traz você, por favor. Me traz e leva embora todas essas coisas chatas que só servem para ocupar minhas horas enquanto você não chega. Meu jornal me diz que a Record comeu uma boa parte do share. E eu querendo você. Minha revista me diz que a Petrobrás comprou a Ipiranga. E eu querendo te trazer numa sacola e te usar dos pés à cabeça.
A internet me diz que a crise aérea não tem solução. E essa minha saudade de você? Será que tem? Não, o segundo casamento não é uma praga papa, praga é sentir isso. Praga é acumular jornais, revistas, livros e papelada. Tudo sem ler. Tudo sem sentir. Porque me jogar pelos cantos e suspirar você é só o que eu consigo fazer. Aí eu tomo um banho bem quente, pra te espantar da minha pele. E canto bem alto, pra te espantar da minha alma. E escovo minha língua bem forte, pra separar seu gosto do meu.
E tento ser prática e parar de suspirar. E tento abrir a geladeira sem me perguntar o que eu poderia comprar pra te agradar. E tento me vestir sem carregar a esperança de esbarrar com você por aí. E tento ouvir uma música sem reparar no que diz a letra. E tento ser só eu, simplesmente eu, novamente, sem essa moradora insistente que resolveu acampar em mim. E nada disso adianta. E o esforço pra não fazer nada disso já é fazer tudo isso.E eu escrevo um parágrafo e corro pra ver se tem scrap. E eu escrevo uma linha e corro pra ver se tem mensagem de texto. E eu não escrevo nada e também não corro, apenas deixo você chegar aqui do meu lado, em pensamento. E me pego sorrindo, sozinha. E me pego nem aí para todo o resto.
Mas sabe o que acontece enquanto isso? Enquanto eu não me movo porque estou lotada de você e me mover pesa demais? O mundo acontece. O mundo gira. As pessoas importantes assinam contratos, ganham dinheiro. As pessoas simples lutam por um lugar na condução, um lugar no mundo. Estão todos lutando. Estão todos ganhando dinheiro. Estão todos fazendo algo mais importante e mais maduro do que suspirar como uma idiota e só pensar em você. Eu tenho muita inveja dessas pessoas maravilhosas, adultas, evoluídas e espertas que conseguem separar a hora de ir a uma reunião de condomínio com a hora de desejar alguém na escada do condomínio. A hora de marcar o dentista com a hora de engolir alguém. A hora de procurar a palavra "macambúzio" no dicionário com a hora de se perder com as suas palavras que de tão simples parecem complexas. A hora de ser inteira e a hora de catar meus pedaços pelo mundo enquanto você dá sinais desmembrados. Eu não consigo nada disso, eu me embanano toda, misturo tudo, bagunço tudo. A minha única dúvida é se sou a única idiota a fazer isso comigo ou se sou a única idiota a admitir que faço isso comigo.




Era mais fácil quando eu era criança.
Joelhos ralados saravam mais rápido do que coração machucado.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Sinta vontade de ficar.


Fique à vontade meu bem
Sinta vontade de ficar
Não tenha pressa
Quem sabe aqui é seu lugar

Mas se tiver de ida
Vê se não vai assim sem mim
Deixa a dor pra depois
Vamos nos aventurar nesse nosso tempo
Após prantos sem chorar
Fique a vontade meu bem
Sinta vontade de ficar
Não tenha pressa
Quem sabe aqui é seu lugar
Me mostra tua coragem
Vai leve tudo de mim
Apague os passos da estrada
Tente nem se quer lembrar
Daquele nosso tempo
O qual era tão fácil amar

Diz que quando eu for embora
Sempre vai me procurar
Não que eu não queira
Sempre eu vou te amar
E em cada estação
Em que não puder estar
Levo essa saudade
Enquanto não posso te levar
E no fim desse sufoco
Espero contar com a sorte
Se ela existe,
Que só a morte possa nos separar


;}

Woodstock.



40 anos de Woodstock. Definitivamente o rock não é mais o mesmo!
Fui olhar as notícias do dia, e tava lá um casal, que foi simbolo do Woodstock na época, dando o parecer de que ainda estavam juntos, e que se sentiam como na época.
Old school never ends, babe! ;)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

The L word.

(1º) http://www.youtube.com/watch?v=pajsj75gWJQ
(2º) http://www.youtube.com/watch?v=Ce4KH8vYGiE&feature=related

Até me arrepio.

4 am.


A primeira coisa que eu vi quando abri os olhos foi a minha cachorrinha me espiando triste do corredor, eram quatro da manhã e eu já sabia que não iria dormir mais.
Meu sono é interrompido de duas em duas horas por um pânico horrível que paralisa meus órgãos e só deixa viva a bile que toma todo o meu corpo e me faz querer vomitar até virar do avesso.
Eu arregalo os olhos para o teto, fecho minhas mãos com uma força que quase faz com que minhas unhas cortem minhas palmas e deixo a onda da dor vir, ela me sacode inteira, me joga numa profundidade sem som e me afoga por completo.
Abro as janelas porque preciso de ar, mas nunca tem ar para meu pulmão afogado. Coloco o santinho que meu avô me deu no peito e peço a ele: você já morreu por amor, não deixe acontecer o mesmo comigo.
Amar dói tanto que você volta a lembrar que existe algo maior, você se lembra de Deus, você se lembra de vida após a morte. Amar dói tanto que você fica humilde e olha de verdade para o mundo, mas ao mesmo tempo fica gigante e sente a dor da humanidade inteira. Amar dói tanto que não dói mais, como toda dor que de tão insuportável produz anestesia própria.
Você apela pra todo e qualquer santo, pra cartomante, pra tarólogo, astrólogo, psicólogo, numerólogo, amigo e apela até pra inimigo. Qualquer um, pelo amor de Deus, tire essa dor de mim.
Não adianta, não vou dormir mais. Mas vou fazer o que então? Minha cama me lembra você, minha cachorra me lembra você, beber água me lembra você, viver me lembra você.
Vou me levantar agora e ir para onde? Tomar banho? Tomar café? Não tenho nenhuma vontade de existência, seja de vaidade ou gula. Só quero ficar deitada, mas ficar deitada também dói. O mundo não tem posição confortável pra mim, aonde vou, essa merda de dor horrível vai junto.
Chorar não adianta, eu seco de tanto chorar e não passa. Ver TV, falar ao telefone, dançar, gritar, escrever, abraçar minha mãe, tomar suco de abacaxí… nada adianta.
Eu sei, eu sei, o eterno clichê “isso passa”. Passa sim e, quando passar, algo muito mais triste vai acontecer: eu não vou mais te amar.
É triste saber que um dia vou ver você passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer. O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim.
Meu amor está cansado, surrado, ele quer me deixar para renascer depois, lindo e puro, em outro canto, mas eu não quero outro canto, eu quero insistir no nosso canto.
Eu me agarro à beiradinha do meu amor, eu imploro pra que ele fique, ainda que doa mais do que cabe em mim, eu imploro pra que pelo menos esse amor que eu sinto por você não me deixe, pelo menos ele, ainda que insuportável, não desista.
Eu abro o guarda-roupas e choro porque eu não quero ficar bonita, eu não quero dar a volta por cima, eu não quero ficar bem pra você ver que eu estou bem e quem sabe ter saudades. Choro porque acho ridículo os jogos da vida, qualquer coisa é ridícula perto desse amor que é tão simples e óbvio.
Quando finalmente eu consigo me arrumar em meio a esse rio de lágrimas, eu choro porque o caminhão do gás passou e aquela musiquinha idiota, mais algumas crianças berrando na quadra lá embaixo e mais dois passarinhos cantando na minha janela, me lembram que a rotina, a alegria e a pureza ainda existem, apesar de você não estar mais aqui.
Nada, nada aconteceu para o mundo. E eu me sinto minúscula e sozinha por não ter a cumplicidade da vida lá fora, por não ter um minuto de silêncio pela nossa morte, por ter que sentir tudo isso sozinha.
Vou para o banheiro e choro, que novidade? Mas dessa vez porque me olho no espelho, e isso também me lembra você. Eu era sua, a sua menina, a sua criança, a sua garota, a sua parceira de dar risada, a sua namorada sensível que tinha medo de amar demais, assim como você. Eu era a garota que encaixava a cabeça nas suas costas e sabia que tinha nascido a partir de você, eu era a garota que esperava sofridamente você voltar mas nunca deixou de te amar mesmo quando você ia.
Todo mundo me fala que eu preciso ser minha, inclusive pra ser sua, mas eu não deixo de olhar para o espelho e ver uma metade de gente, uma metade de sonho, de alegria e de futuro. Que se foda a auto-ajuda, que se fodam os livros com homens carecas, que se foda o terceiro olho e que se foda a psicologia: eu sou mesmo metade sem você e que se foda!

Se antes de você aparecer eu já te amava, eu já te esperava, eu já sabia que você existia, como eu posso não te amar agora que você tem forma, sorriso, coração e nome?

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Eu escolheria você.


Eu escolheria você.
Se me dessem um último pedido, eu escolheria você.
Se a vida acabasse hoje ou daqui mil anos, eu escolheria você.




"I am here for you if you'd only care...
And I love you, I swear that's true.
I cannot live without you."

Diálogo.


Há uns 4 meses atrás:

- Mas então, é isso. Acho que já deu, foi divertido, me senti bem demais, mas eu tô evitando dar esse tipo de passo agora, entende?

- Entendo. Só tem uma coisa que eu não entendo.

- Hm?

- Como você consegue ser tão controlada, tão racional, tão segura do não. Porque sinceramente, o que a gente teve me tirou o chão, bagunçou minha vida, e deixou meu coração na boca. Você nunca abusa no que fala, parece que se segura. E eu me sinto tão pequena em relação ao seu relacionamento antigo e você parece fazer tanta questão de me mostrar isso. Agora que parei pra pensar nisso, acho melhor isso ficar por aqui mesmo.

- É isso que eu tô tentando te mostrar.

- ARRGH, seu controle ainda vai me matar.

- Talvez me mate também.

[...]

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Chá.


Hoje eu descobri que não sei fazer chá.
Me deu vontade de ser um pouco saudável e comer algo que não me pesasse muito na consciência, e nem na balança, logo, resolvi fazer um chá. É chá, chá mate, aqueles que vem com mato dentro do sachezinho.
Abri o armario, coisa que eu não to acostumada a fazer, e me deparei com vários tipos e sabores de chá. Fiquei surpresa, juro que nem imaginava ter aquele 'menu' de chá em casa. Frutas vermelhas, camomila, capim-limão(jesus, quem toma capim?),e o meu velho amigo, mate. Não foi difícil escolher, fiquei com o mate.
Pus a a leiteira no fogo, um copo de água e esperei ferver. Peguei 1 sache de chá e coloquei na água fervente, e esperei a água ficar com cor de chá. Simples até aí, confesso.
Coloquei o suposto chá na xícara adicionei uma colher 'de chá' de açúcar e tentei esfriar ele, à la vovó... da leiteira pra xícara, da xícara pra leiteira.
Provei e ele tava uma porcaria. Aguado.
Então tive uma ideia lógica, voltei com o projeto de chá para o fogo e coloquei outro sache. Talvez assim o chá tivesse algum gosto. Depois que ferveu, coloquei na xícara de novo e coloquei mais uma colher de açúcar. E, por Deus, ainda estava aguado.
Com o tanto de açúcar que eu tinha posto, minhas chances de tomar algo 'não engordante' diminuíram, e eu decidi que era mais negócio tomar nescau mesmo.

Você provavelmente não vai entender esse post.
E eu provavelmente não vou explicar!
Sensibilidade.

A cabana.





'Cada relacionamento entre duas pessoas é absolutamente único. Por isso você não pode amar duas pessoas da mesma maneira. Simplesmente não é possível.
Você ama cada pessoa de modo diferente por ela ser quem ela é e pela especificidade do que ela recebe de você. E quanto mais vocês se conhecem, mais ricas são as cores desse relacionamento. '

[A Cabana - de William P. Young]

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

última cena.



A última cena.

- Ei vó, vim pegar o telefone aqui...
- Ei minha filha, eu te amo muito, sabia?
- hahaha eu também!





"E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace"

strawberry.



"strawberry fields forever..."

domingo, 9 de agosto de 2009

;)

Amor periférico.


Eu sei que não era você, mas veja bem, te vejo a todos os instantes saindo e entrando de todo e qualquer lugar e nunca, nunca, é você. Às vezes são até mesmo umas pessoas bem feias e diferentes e impossíveis de te lembrar. Mas tudo lembra e assim sigo te vendo por toda parte a todos os instantes.
Chega disso, só pelo tempo em que durarem estas letras e a música que coloco para reviver você, vou te amar mais esta vez. Vou me enganar mais uma vez, fingindo que te amo às vezes, como se não te amasse sempre. Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como podia ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava. Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo. Ainda assim, há meses, há séculos que se arrastam deixando tudo adulto demais, morto demais, simples demais, exato e triste demais, eu sinto sua falta com se tivesse perdido meu braço direito. Esse amor periférico, ainda que não me deixe descoberto o peito, me descobre os buracos.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Tanto você.


Tô deitada nessa cama tem tempo, sem nem ao menos piscar. Chego ao ponto de conseguir sentir minhas extremidades dormentes. Sentir? há, quando eu digo 'sentir', caro amigo, leve num sentido irônico. Sinto tanto que já não consigo sentir mais nada. Nada além dela. Tenho ela na minha cabeça, nos meus olhos, na minha pele, vazando pelos meus póros, nos meus ossos, nas minhas veias, entre meus dedos, na palma da minha mão, na linha da minha cintura, no lóbulo da minha orelha, e olha que piegas, no coração também.
Minha cabeça tá estourando, tô cozinhando viva em febre, e adivinha só? ela ainda consegue ocupar toda a minha cabeça. Talvez seja por isso que minha cabeça tá estourando, acho que tem tanto você dentro de mim, que o espaço pra mim realmente, ficou bem pequeno.

Are you sleeping? still dreaming?

O contrário.


Autch! Isso é bem ruim.
De qualquer forma, depois disso, ela se mudou pra terminar a escola.
Quanto a mim? bem, você vai ver...
Eu achei que fosse passar, mas não passou.
Eu comecei a ficar triste, então, precisava de conselhos.
Procurei meu melhor amigo e ele nem dava ouvidos a mim, e eu percebi que nós nem éramos mais amigos.
Eu me manti em casa. por muito tempo. Um dia uma aranha veio puxar assunto comigo!
Seu nome era Cláus, e ele me disse que vivia no meu apartamento por sua vida toda e nunca viu uma pessoa passando tanto tempo sozinha e me perguntou se eu queria que ele lacrasse a porta com sua teia. Eu respondi que não, obrigado. Mesmo sabendo que essa seria a melhor idéia até agora.
Mas conversar com a aranha me fez pensar melhor. Parar de sentir pena de mim mesma. Era tedioso.
Eu decidi ter encontros de novo.

Primeira opção:
- Só como carboidratos nos finais de semana, graças a Deus hoje é sexta! Vai querer comer o seu pão?[...]


Segunda opção:
(no telefone)
- Não, ela é completamente fofa, e o restaurante é caro!...
Desculpa, era o meu pai, ele gosta de saber detalhes!


Terceira opção:
- Tenho que andar com essa pulseira pra não violar a minha condicional.


Quarta opção:
- Desculpe-me, pode parecer bobagem, mas você pode ver se tem alguma sujeira nos meus dentes?


Como você pode ver, minhas opções eram limitadas.

Então, comecei a me dedicar ao centro culinário, levantar minha vida de novo.
Mas nada tem o gosto que costumava ter.
Eu comecei a matar aula.
Nunca acertava na receita de peixe.
Logo, logo, desisti da gastronomia.

Eu comecei a dar uma olhada nas minhas tralhas.
E nas coisas que eu guardei, longe da minha vista, todas as coisas que me lembravam ela.
O que ela fazia, como era seu cabelo, eu só queria vê-la de novo.
Dentro da caixa tinha todas as coisas que eu sentia falta. Cartas, fotos de nós juntas, eu só queria dar uma olhada em tudo de novo. Lembrar quando. Lembrá-la.
Sabe quando você quer que as coisas passem? eu sentia o contrário.

Conhecer.


E eu fico aqui, observando seus passos descuidados, seus pequenos -e quase imperceptíveis- deslizes, que se eu não te conhecesse tanto, não os perceberia.
Eu te enxergo além desse seu escudo, dessa parede de mármore que você se escondeu por de trás. Eu sei o tamanho do seu coração e até onde ele consegue ir e a força que ele tem.
Nesses 2 anos eu me dediquei tanto a te conhecer, a te entender, que acho que te conheço bem. Eu entendo os seus atos, porque vejo por trás deles.
Eu sei os seus gostos, suas preferências, me dediquei a reparar nisso também.
Acho que esse era um diferencial meu, afinal, quem te deu tanta atenção assim antes?
E você acha que eu insistiria nisso tudo, me entregaria desse jeito, se eu não te conhecesse?
Só tô aqui ainda, porque eu te conheço.



"Mesmo querendo eu não vou me enganar
Eu conheço os seus passos
Eu vejo os seus erros
Não há nada de novo
Ainda somos iguais
"

50mm.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Far away.


need to hear you say:
"That I love you
That I have loved you all along
And I forgive you
For being away for far too long
So keep breathing
Cause I'm not leaving you anymore
Believe it Hold on to me and, never let me go
Keep breathing
Cause I'm not leaving you anymore
Believe it Hold on to me and, never let me go"


Como não se arrepiar ouvindo uma coisa dessas?
Me explica?


:)

quelqu'un m'a dit.



Pourtant quelqu'un m'a dit...

Mais qui est-ce qui m'a dit que toujours tu m'aimais?

Je ne me souviens plus, c'était tard dans la nuit,
J'entends encore la voix, mais je ne vois plus les
traits, "Il vous aime, c'est secret, ne lui dites pas
que je vous l'ai dit."

Tu vois, quelqu'un m'a dit que tu m'aimais encore,
Me l'a t'on vraiment dit que tu m'aimais encore,
Serait-ce possible alors ?

On me dit que nos vies ne valent pas grand-chose,
Elles passent en un instant comme fanent les roses,
On me dit que le temps qui glisse est un salaud,
Et que de nos tristesses il s'en fait des manteaux.

Zé.



"- Sabe Zé, no começo doeu não sentir nada. Mas eu consegui. Eu não sinto nada. Nada. Uns vem, uns vão. As garrafas tão lá, ao lado do lixo. As cinzas saem dançando por aí. As minhas vão junto. No dia seguinte eu acordo, tomo um banho, passo protetor solar, sento na minha varanda com o meu jornalzinho e ó: nada. Nadinha. Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa."



:)

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Redação.



Aula de redação...

- Cara, dá pra acreditar, o cara foi à lua, pisou e se deu por satisfeito!Se fosse eu, sairia correndo, faria a festa naquele lugar.

- Ah, eu ficaria pelada!

(riscando iniciais entrelaçadas com um coração na carteira)
-Ah, eu dançaria o samba do criolo doido, depois escreveria 'luly e bah', como eu sempre faço em todo lugar.


HAHAHAHA

Acho válido gravar isso em algum lugar.

Band-aid.

Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada. Daqui há pouco você vai crescer e achar tudo isso ridículo. Antes que tudo se perca, enquanto ainda posso dizer sim, por favor, chegue mais perto. E peço a Deus para que eu nunca desista de te odiar tanto assim, porque não pode existir ódio mais cheio de borboletas, notas musicais e passarinhos azuis.
Por mais que tudo conspire contra a gente, minha alma grita aqui dentro que, por mais feliz que eu seja, a festa é sempre pela metade. É você quem eu sempre busco com minha gargalhada alta, com a minha perdição humana em festejar porque é preciso festejar, com a minha solidão cansada de se enganar!
Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão significante. era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era linda. Sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressada com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinto falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.
Eu nunca vou entender porque a gente continua voltando pra casa querendo ser de alguém, ainda que a gente esteja um ao lado do outro. eu nunca vou entender porque você é exatamente o que eu quero, eu sou exatamente o que você quer, mas as nossas exatidões não funcionam como numa conta de mais.
Agora está passando. Um band-aid no coração, um sorriso nos lábios e tudo bem. ou:
O que se há a fazer?

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Milagres.

Sabe aquele momento que sua vida passa como um filme na sua cabeça?
e você pergunta 'cara, que que eu to fazendo?'
acabei de ter um desses momentos.
To sentada no corredor do meu quarto, pra ver se o sinal da internet para de cair, olhando pra uma janela que dá para o mar...a luz roxa da igreja batendo na água...o barco de pesca passando. Em outra janela, a lua enooooooorme e refletindo luz muito forte em evidência.
Esses dias me falaram a seguinte frase:
-'Cara, você quer milagre maior do que acordar vivo todo dia de manhã?'
é verdade.
A vida tem tantos pequenos prazeres, que passam pela gente e a gente nem percebe.
A risada de uma criança, o seu cachorro fazendo festa pra você quando você chega em casa mesmo que antes de você sair, você tenha dado um esporro tremendo nele por ele ter feito xixi no seu quarto. Um abraço de alguém especial, afinal, você nunca sabe até quando vai ter aquela pessoa por perto, dê valor aos abraços, acorrente as almas. Aquela conversa com o melhor amigo. Aquela tarde na praia. O vento que bate no rosto. A escola, bem que me falaram que era a melhor época da vida. Deitar na grama verde fresquinha de final de tarde e olhar o céu que de tão azul, cega. Reparar no canto dos passarinhos. Dê valor as lembrancinhas de são Cosme e daminhão.
A gente passa tanto tempo da vida remoendo mágoas, querendo coisas com tanta vontade por vaidade e achando que isso é importante e querendo que um milagre aconteça, que esquece de observar que milagres acontecem o tempo todo. E mais de uma vez. Todos os dias.
Dê valor.


"Eu dou um valor absurdo na vida..."

domingo, 2 de agosto de 2009

Você nem mesmo me conhece.

Por que eu te amo?
Você nem mesmo me conhece.
Você não sabe que eu quase morri engasgada com liquido amniótico no parto,
Não sabe o nome da minha mãe, tão menos o do meu pai.
Não sabe que a minha brincadeira preferida na infância era pique-esconde, não sabe eu morri de chorar querendo a minha mãe no primeiro dia de aula na pré-escola.
Você não sabe que meus pais se separaram quando eu tinha 4 anos, não sabe que eu fui praticamente criada pela minha avó, que tem um amor doentio por mim.
Você não sabe que eu usei saia todos os dias, durante 8 anos da minha vida, você não sabe que minha matéria preferida da 1ª à 8ª série era ciência e não sabe que do 1º ao 3º a minha preferida é biologia.
Você não sabe que o primeiro show que eu fui na vida foi do jota quest, não sabe que o primeiro menino que eu gostei de verdade foi na 8ª série, e que ele foi o meu primeiro namorado.
Você não sabe que eu já fui do grupinho das patricinhas, mas que no final, fiquei no grupinho das doidas desvairadas mesmo.
Você não sabe que o meu esporte preferido é o jiu jitsu, e também não sabe que eu pratiquei ele por 5 anos.
Você não sabe que as nossas músicas estão no meu mp4, e também nem sabe que eu odeio ouvir música no mp4.
Você não sabe que eu fiquei frustrada com o meu primeiro beijo em mulher, que eu achei ruim e não ví nada demais, e não sabe que você me fez mudar de idéia, sendo o segundo beijo.
Você não sabe que eu amo cada célula do seu corpo, não sabe que eu faria tudo por você, não sabe o quanto me custa sentir isso tudo.
E você nem sabe, que se hoje fosse o último dia da minha vida, eu só queria passar ele com você.
Como se ama tanto alguém que nem ao menos te conhece?
ou será que conhece?
Tanto faz. E você também não sabe que eu te amo mesmo assim.


"Desde que você chegou o meu coração se abriu,
hoje eu sinto mais calor e não sinto nem mais frio
e o que os olhos não vêem o coração pressente
mesmo na saudade você não está ausente."