Que seja doce...

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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Amor-próprio.


Hoje eu acordei com um sorriso no rosto. Há muito tempo eu não acordava assim.
Desde que você se foi os dias se tornaram tão longos, os meses tão curtos, os livros menos interessantes, as noticias nada importantes...
Desde que você se foi eu vivia com uma falta de ar constante, tinha que forçar a respiração, pra ver se o oxigênio entrava no meu pulmão.
Eu entendi o porquê que usam o coração como símbolo do amor, porque é ele que fica desassossegado, é ele que bate descompassado na tal arritmia.
A gente quando ama a primeira vez se entrega tanto a ponto de ser dependente sem querer, e acho que foi isso que eu virei, nessa minha ânsia de te respirar, te engolir, de sugar toda a sua presença pra dentro de mim, toda as vezes que a gente se encontrava, eu queria tanto ter você dentro de mim, mais do que já tinha.
Eu amava tanto você que não sobrava amor pra mim. Esse é o fato.
Agora eu me amo tanto, tão loucamente, a ponto de me olhar no espelho de meia em meia hora, e ainda sorrir pra mim, todas essas vezes. É egocêntrico demais, mas já tava na hora de eu me amar enfim.
Eu passei tanto tempo procurando minha paz, em você, que não percebia que a paz estava em mim. Procurei minha paz no amor, mas no amor errado, a paz de verdade tá no amor-próprio.
Eu acordei sem um amor, sem um colo, sem um abraço, sem uma paixão, sem ter quem culpar, sem ter pra onde correr, mas dai eu olhei no espelho e ví pela primeira vez a única pessoa que pode realmente me fazer feliz de verdade: eu.

Um comentário:

  1. Verdade! Sem esse amor-próprio é impossível ser feliz, ter paz...! Sucesso!

    Abs

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