Que seja doce...

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Desenhos em nuvens.




Outro dia eu fui numa praça, na beirada de uma praia, onde um vez eu fiquei deitada no seu colo. Me deitei no mesmo banco e fiquei alí por algumas horas com uma amiga, olhando pro céu. Era fim de tarde de um domingo, a brisa fria da praia, o sol desaparecendo, e o céu cheio de nuvens espaçadas. Olhei pra uma e ví um coelho, nossa, há tanto tempo eu não me dava tempo de olhar pro céu e reparar em nuvens. Lembro que quando eu era pequena, toda hora era hora de olhar nuvens, eu não saia da beirada da janela, poderia ficar alí por horas e ver milhares de formas numa única nuvem. Minha amiga disse que conforme a gente vai crescendo a gente passa a perceber menos os desenhos nas nuvens e isso ficou na minha cabeça.
Se crescer é não mais conseguir ver desenhos em nuvens, que graça há em ser grande?
Pagar contas? compromiços? casamento? trabalho?
A gente passa a maior parte da infância querendo crescer logo, pra isso?
Se eu soubesse, juro, passaria mais tempo naquela janela, olhando o céu.

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