Que seja doce...

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domingo, 19 de setembro de 2010


Chegarei em casa cansada e, como fazem os imprudentes, por esquecimento, deixarei a porta aberta. Não tenho medo de ladrão. Tenho medo de que você não entre no segundo seguinte. Tenho medo que não tenha sido você a me seguir agora há pouco, no caminho, como medo tenho de que, com a porta aberta, sem você entrar, o telefone não toque depois da próxima respiração.

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