Que seja doce...

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Lição de Moral por Rafael F. S. Antunes.

A aranha, A mosca e O ventilador

A dona aranha subia pela parede, quando inusitadamente surgiu uma mosca, zumbindo em sua orelha. A mosca perguntou:

— O que está tentando fazer dona aranha?

A aranha imediatamente respondeu:

— Estou tentando subir o mais alto possível, minha cara amiga mosca.

A mosca gabou-se:

— Eu tenho asas, não preciso escalar coisa alguma para atingir o topo. Sou um ás do céu, meu lema é “Ao infinito e além”.

A aranha um pouco chateada com o escrupuloso comentário da amiga mosca deixou de lado sua ânsia de atirar sua teia na mosca e devorá-la, e continuou a subir. De repente veio um vento forte e derrubou a aranha. A mosca como sempre muito incentivadora disse:

— Aranha, pare com isso sua tonta, você não tem asas não pode voar e tampouco atingirá o topo.

A aranha rispidamente respondeu:

— Eu sou uma Caranguejeira e não desisto nunca. Vou alcançar o topo a todo custo.

A mosca riu ironicamente e continuou a supervisionar a incessante escalada de sua amiga.

Por diversas vezes a senhora aranha caiu; e por diversas vezes se reergueu e continuou a subir. E por diversas vezes a pentelha da mosca a perturbava. Cansada de estar sempre cercada de energia negativa – A mosca – a aranha resolveu escalar um lugar diferente. Insaciadamente a senhora mosca continuou a perturbar sua amiga aranha. Depois de uma longa e árdua escalada a aranha escutou um rápido barulho: TIZzZ. Muito preocupada olhou ao redor procurando pela amiga mosca, foi quando avistou a mesma caindo em um vôo frenético e alucinado em direção ao chão. A aranha então percebeu que a mosca bateu no ventilador de teto e perdeu suas tão preciosas asas.

Moral da história (1): Nunca desista, por mais que ao seu redor existam “amigos” te desmotivando.

Moral da história (2): Não seja chato e petulante, pois, no final você sempre se ferra.

Moral da história (3): Fique longe do ventilador. Ele machuca.


Notas do Autor:

Essa fábula é dedicada a todas as pentelhas crianças que nos cercam, nos pedindo para brincar e enxugar meleca, e brincar, e jogar video-game, e brincar, e limpar o catarro das mesmas, e brincar, e por ai vai; infinitas coisas que nos enchem o saco. Enfim se essa fábula não te serviu de nada, vai lá coloca o dedo na porra do ventilador depois vem aqui e me deixa um comentário. Se não for o suficiente pega um garfo e coloca naqueles dois furinhos atraentes que tem na parede da sua casa e que você não sabe para que serve que você vai ver "luzinha" é bem legal.


Atenciosamente aos meus incrédulos leitores. Resumindo eu, eu mesmo e a Luly.


Abraços.

Um comentário:

  1. Adorei. Usou muito bem as palavras. Definitivamente foi escrito para uma criança. Linguagem rebuscada estilo C. D. Andrade e Cecília Meireles.

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