Que seja doce...

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Flashes do nosso segredo.

É incrível como você anima os meus dias, todos eles!
Hoje eu estava cheia de coisas pra fazer, mexer com papelada, documentos, autenticações e fotos 3x4. Eu te avisei que estaria ocupada, mas mesmo assim, você insistiu. E quer saber de uma coisa? ainda bem que você insistiu e apareceu trazendo esse sorriso engraçadinho e essa sua voz forte. Ainda bem, apesar de dispersar a atenção do meu foco.
De repente. De repente. Eu deitada no sofá. Faço que estou dormindo. E você faz que está dormindo no chão. Ao mesmo tempo a gente dá a mão. E dá a outra. E daria uma terceira se ela existisse. E você fala com a voz mais baixa do mundo que não queria ter de ir embora. E eu te peço, com a voz mais baixa do mundo, pra você ficar. Daí fingimos que é sono. E dá vontade de rir porque nem era a hora e nem era pra isso.
Tenho que ir no cartório autenticar meia dúzia de documentos. Tenho que pagar as empregadas e ir no banco pra checar se o dinheiro do aluguel chegou certinho na conta. Tenho que tirar foto 3x4. Tenho que imprimir boletos bancários e botá-los em ordem. É sempre assim entre o dia 10 e o dia 15. E você me segurando pela cintura e me pedindo pra ver pela enesima vez o dvd da Ana carolina. Minha garganta dói muito. Tá quente, tá abafado. Preciso ver as coisas e fazer mais e mais e mais. Hoje tem a festa da tia Fernanda. Minha mãe tá indo viajar amanhã e eu nem liguei. Preciso buscar as fotos, almoçar, trocar de celular, ler vinte e cinco páginas de Diadorim, Diadorim. Mas você ainda quer que o meu mundo pare, só pra você ficar me olhando. Acho isso lindo!
Você me abraça e pede pra eu ficar só mais um pouco, pra que eu esqueça das obrigações só por 2 horas e te beije como se nunca mais fosse a beijar na vida. Você beija minha nuca e me alivia das tensões que eu achei que fosse as levar pro resto da vida. Você me trás água na cama e até me pergunta se eu quero que você faça algo para eu comer. Você tira fotos à milímetros de distância do meu rosto e com o flash ligado e diz que 'fotos assim são realistas, e eu tenho muito interesse de saber se você é real mesmo.'. Você coça muito forte os olhos, quase arranca, eu sei que dói mas pra mim também. E diz que tem preguiça, do Diadorim. E diz que tem medo, de coisas como essa nossa. E eu penso, que no fundo, nem tão fundo, tenho também, demais.
E lá vou eu, a cada cinco minutos, namorar os flashes que você espalhou pela minha casa. Ainda que tudo não dê nem meia foto nossa, mal tirada. Se até o Natal você ainda gostar de mim eu prometo gostar de você também.

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