Chega uma hora em que é necessário abrir as portas de novo, deixar ventilar, permitir a entrada. Chega o momento em que simplesmente não dá mais, não se pode mais ficar escondida atrás de livros, compromissos e obrigações. A vida me empurrava pra frente, me exigia outra postura e até o novo amor. Todas as minhas tentativas de frear esse desatino foram por água abaixo, consegui convencer algumas de que elas não cabiam na minha rotina, mas você não se comoveu com meu drama ensaiado, você persistiu de uma maneira sutil de quem não quer chamar a atenção e justamente por isso me fez te olhar dessa maneira estúpida recheada de encanto. Você viu que no fundo todas as minhas desculpas de mulher feliz com a própria companhia eram na verdade a fantasia do meu medo de sentir novamente a paixão, o novo, o deslumbrante. Eu resisti bravamente o todo pedido do meu coração: permita-se, permita-se. Que pedido mais sem pé nem cabeça, coração, me permitir a entrar no escuro e não saber onde fica a saída? Esqueceu que eu sou acluofóbica e não consigo raciocinar na escuridão? Não entro, não entro e não entro! Pois é, mas topei. O maldito telefone tocou e você do outro lado da linha me desarmou com essa voz mansa de quem sabe o que falar. Foi tudo tão perfeito que agora eu estou aqui, morrendo de medo, procurando motivos pra sair correndo, pra conseguir respirar de novo e se eu não os achá-los te mando pastar assim mesmo, só preciso ter sossego pra continuar a vidinha pacata de sempre, desculpa, mas tenho medo do amor
Que seja doce...
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quinta-feira, 20 de maio de 2010
Chega uma hora em que é necessário abrir as portas de novo, deixar ventilar, permitir a entrada. Chega o momento em que simplesmente não dá mais, não se pode mais ficar escondida atrás de livros, compromissos e obrigações. A vida me empurrava pra frente, me exigia outra postura e até o novo amor. Todas as minhas tentativas de frear esse desatino foram por água abaixo, consegui convencer algumas de que elas não cabiam na minha rotina, mas você não se comoveu com meu drama ensaiado, você persistiu de uma maneira sutil de quem não quer chamar a atenção e justamente por isso me fez te olhar dessa maneira estúpida recheada de encanto. Você viu que no fundo todas as minhas desculpas de mulher feliz com a própria companhia eram na verdade a fantasia do meu medo de sentir novamente a paixão, o novo, o deslumbrante. Eu resisti bravamente o todo pedido do meu coração: permita-se, permita-se. Que pedido mais sem pé nem cabeça, coração, me permitir a entrar no escuro e não saber onde fica a saída? Esqueceu que eu sou acluofóbica e não consigo raciocinar na escuridão? Não entro, não entro e não entro! Pois é, mas topei. O maldito telefone tocou e você do outro lado da linha me desarmou com essa voz mansa de quem sabe o que falar. Foi tudo tão perfeito que agora eu estou aqui, morrendo de medo, procurando motivos pra sair correndo, pra conseguir respirar de novo e se eu não os achá-los te mando pastar assim mesmo, só preciso ter sossego pra continuar a vidinha pacata de sempre, desculpa, mas tenho medo do amor
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