Que seja doce...

...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Perfeita simetria.

Toda vez que toca o telefone
Eu penso que é você
Toda noite de insônia
Eu penso em te escrever

Pra dizer
Que o teu silêncio me agride
E não me agrada ser
Um calendário do ano passado

Prá dizer que teu crime me cansa
E não compensa entrar na dança
Depois que a música parou

A música parou
Escrever uma carta definitiva
Que não dê alternativa
Prá quem lê
Te chamar de carta fora do baralho
Descartar, embaralhar você

E fazer você voltar
Ao tempo em que nada
Nos dividia
Havia motivo pra tudo
E tudo era motivo pra mais
Era perfeita simetria
Éramos duas metades iguais

O teu maior defeito
Talvez seja a perfeição
Tuas virtudes
Talvez não tenham solução
Então pegue o telefone
Ou um avião
Deixe de lado
Os compromissos marcados
Perdoa o que puder ser perdoado
Esquece o que não tiver perdão
E vamos voltar aquele lugar
vamos voltar


Era perfeita simetria

eramos duas metades iguais

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