
É cansativo viver sem vírgulas porque eu respiro a sua existência 24 horas por dia, e só coloco vírgulas teatrais pra tentar me enganar do quanto você é presente em mim.
Te amar não é fácil, é quase o anti-amor. É muito quase como se você nem existisse, porque só a garota perfeita mereceria tanto sentimento. E eu te anulo o tempo todo dizendo para mim, repetindo para mim, o quanto você falha, o quanto você fraqueja, o quanto você se engana.
E fazendo isso, eu só consigo te amar mais ainda.
Ninguém acredita na gente: nenhum cartomante, nenhum pai-de-santo, nenhuma terapeuta, nenhum parente, nenhum amigo, nenhum e-mail, nenhuma mensagem de texto, nenhum rastro, nenhuma reza, nenhuma fofoca e, principalmente (ou infelizmente): nem você. Mas eu te amo também do jeito mais óbvio de todos: eu te amo burra. Estúpida. Cega. E eu acredito na gente.
E como dizia uma frase que eu encontrei num marcador de páginas de um livro velho, jogado no canto do meu quarto:
-Estar com alguém errado é lembrar em dobro a falta que faz alguém certo.
"thanks for the memories"
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