- Não posso, me escuta, eu não posso. Eu queria muito, você é linda. Mas não posso.
- Você diz isso pra todas elas, você já percebeu?
- Er.. é.
- Pra que?
- Ainda não posso assumir uma responsabilidade dessas.
- Medo?
- Talvez.
- Então o que é?
- Eu não sei, eu só....eu só não consigo! Ia ser ótimo com você, é ótimo com você. Mas acho que a gente já chegou na linha que divide o que pode acontecer entre a gente e o que não pode. Nessa hora, eu me retiro de cena.
- Você acha que eu sou o que? Uma boneca? que você brincou de casinha até cansar, cresceu e agora prefere a bicicleta porque gosta de liberdade?
- Não faz eu me sentir pior do que já tô me sentindo.
- Mas é pra se sentir um lixo mesmo, é assim que eu to me sentindo, você tá me jogando fora.
- Não tô não.
- Então pára com essa besteira de largar todas achando que sua ex vai voltar. Ela tá cagando pra você, enquanto as outras que você largou, todas queriam te fazer feliz. Eu quero te fazer feliz. Tá dificil ver isso?
- Nem um pouco.
- Escuta, eu não sou atleta e nem forte pra correr tanto e tão longe, por isso gostaria de destruir tudo o que é seu do meu mapa. Esse seu olhar de 'já sei o que é sofrer, agora posso viver sem medo porque descobri que eu não morro' me dá preguiça. Olha, eu já sofri muito por aí, sou mais velha que você, mas eu ainda morro muito, todos os dias.
- Eu faço ideia.
- E eu to morrendo agora.
- Não.
- Então toma uma iniciativa digna do que a gente tá sentindo. Do que eu tô, e do que eu acho que você está.
- Eu vou tomar...deixa eu tomar um ar.
- Eu vou te esperar.
- Eu sei que vai...
Nenhum comentário:
Postar um comentário